
Seja numa sala de espetáculos ou na rua, o clown é a arte de criar sorrisos. Exemplo disso são os festivais Gargalhadas na Lua, que ocorreu em setembro, em Carnide, e o Tem Graça, que decorreu entre 3 e 6 de outubro, no Teatro Ibérico, na Graça. Estas mostras procuram levar o que há de melhor na arte protagonizada por mulheres palhaças em Lisboa.
Eva Ribeiro, de 39 anos, tira o nariz vermelho e apresenta-se como organizadora e produtora do festival Gargalhadas na Lua. A artista de clown explica como esta mostra pretende criar uma oportunidade de exploração artística dentro da arte. “O objetivo é possibilitar um espaço de apresentação para o palhaço num sentido de criação.”

Porém, o seu propósito não se fica por aí, tal como refere Eva Ribeiro, há também um esforço ativo em criar espaço dedicado às mulheres palhaças, que até aos dias de hoje têm “muito pouco protagonismo”.
É também nestes moldes que surge o festival Internacional de Mulheres Palhaças, o Tem Graça, organizado por outra mulher palhaça, Susana Cecílio. A produtora do Tem Graça referência o palco como “um lugar de poder” onde a representatividade feminina no clown é menor.
“Nós temos tentado fazer a diferença. Tentamos criar condições para, por exemplo, uma recém-mãe ou uma mulher grávida possa estar num espetáculo ou num festival.”

Através do clown estas artistas exploram não só a sua criatividade artística mas também a sua experiência pessoal enquanto mulheres numa arte dedicada às gargalhadas.
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