A polémica com o contrato entre a Câmara Municipal de Lisboa e a multinacional JCDecaux, desenhado em 2017 e assinado em 2022 e começado a executar (com aprovação de locais) em 2023, leva-nos à questão de tentar saber, em primeiro lugar, que empresa é esta que assinou com a autarquia um contrato que, num prazo de dez anos representa uma renda para a autarquia de 124.5 milhões de euros.
A JC Decaux é a maior empresa do mundo de publicidade exterior. Tem anúncios em 140.000 pontos de autocarro e eléctricos e 145 aeroportos. A multinacional está hoje presente em muitas das maiores cidades do mundo: de Paris, a Londres, Berlim, Madrid, Roma, a Nova York, Chicago, Toronto ou Montreal, Cidade do México, São Paulo, Buenos Aires, Bogotá, Lima, Tóquio, Seul, Hong Kong, Pequim, Xangai, Mumbai, Delhi, Joanesburgo, Cairo, Lagos, Casablanca.
Fundada em 1964 por Jean-Claude Decaux em Lyon, França, tem sede em Neuilly-sur-Seine, próximo de Paris. Em 1955 lançou os outdoors ao longo das rodovias, mas devido à alta tributação, mudou o modelo de negócios em 1964, criando o conceito de “mobiliário urbano publicitário” — abrigos de autocarros mantidos por anunciantes. A empresa cresceu internacionalmente, e está em Portugal desde em 1971.
Em 2023, a receita da empresa foi de €3,57 bilhões, com um lucro líquido de €209,2 milhões. É um gigante mundial.
A presença mundial leva a comparações. Ou seja, para perceber melhor a dimensão do problema em Lisboa é preciso comparar com outras cidades europeias. Sendo impossível visitar todas as cidades, nem fisicamente nem por meios cibernéticos, concentrei-me nas capitais europeias – com a ajuda do ChatGPT – e mais exactamente as três ruas mais mais frequentadas das capitais dos países. Percorri assim, um a um, 94 arruamentos de 27 países (Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Chipre, República Checa, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polónia, Portugal, Roménia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha e Suécia).
Nesta navegação usei o Google Street View o que permitiu ter a perspectiva de um condutor que é exactamente a mesma aquela que interessa às redes de publicidade exterior como aquela que a JC Decaux opera em Lisboa. As imagens vão, sobretudo, de 2022 a julho de 2024, dependendo das cidades, havendo algumas (raras) onde os carros do Google não passam desde 2019. O critério de contagem que segui não foi o de contar todos os elementos de publicidade exterior que “estão” na via mas os que são visíveis a partir da via. De sublinhar que muitas destas vias são total ou parcialmente pedonais pelo que, noutras vias pode haver uma concentração maior de publicidade.
O estudo está disponível aqui.

Destes 94 arruamentos, a JC Decaux estava presente em 10, sendo possível que esteja presente noutras ruas ou cidades do mesmo país. Apenas contabilizei os painéis em espaço público, não contando os de publicação institucional nem os privados. Estes últimos são muito frequentes – especialmente em fachadas de prédios.
Nestes 97 arruamentos não encontrei nenhum painel electrónico de grandes dimensões como aqueles (mais de cem) que a JC Decaux está a instalar em Lisboa.
Apenas em Bucareste (Roménia) encontrei dois grandes painéis em pedestal, mas em papel, embora estivessem num cruzamento de circulação rodoviária bastante intensa.
Todas as cidades têm publicidade em painéis nos abrigos das paragens. Em Berlim, todos são da JC Decaux e electrónicos. Todas as cidades (com uma excepção de uma rua de Berlim) que têm uma alta densidade de redes de transportes públicos têm abrigos com publicidade.

A maioria das ruas mais frequentadas destas 27 capitais europeias são pedonalizadas em parte ou em toda a sua extensão, abrindo-se a excepção de circulação automóvel apenas para abastecimento dos estabelecimentos comerciais.
Em Kärntner Straße (Viena) encontrei zonas em que vários painéis estão à vista uns dos outros, como sucede em Lisboa (como no Campo Pequeno e na Avenida da Liberdade), a situação ocorre em mais capitais europeias mas não é frequente.
Todas as cidades (com uma excepção de uma rua de Berlim) que têm uma alta densidade de redes de transportes públicos têm abrigos com publicidade.
Em Paris, na Avenue Louise, os mupis estão concentrados em cruzamentos em locais onde os carros param antes de mudar para esta via principal. Três quartos dos 29 deste arruamento parisiense são electrónicos mas não são animados. Essa característica parece verificar-se apenas em Lisboa e, para aumentar a sua segurança, uma solução simples (que não viola o contrato) seria que acabar com a projecção de animações e passar a usar apenas imagens electrónicas fixas.
Na Pirotska Street da capital búlgara, apesar de ser uma rua muito extensa não encontrei qualquer publicidade exterior no espaço público.
Na Na Příkopě de Praga (República Checa) os painéis electrónicos da JCDecaux não são os monolitos negros de Lisboa mas utilizam um formato bandeira.
Na Friedrichstraße, em Berlim, uma avenida de grande extensão, nem mesmo junto ao famoso Check Point Charlie encontrei qualquer forma de publicidade exterior. Embora existam alguns A4 que parecem irregulares e da responsabilidade de lojas na zona e que surgem em colunas de iluminação. A rua tem monólitos electrónicos idênticos aos de Lisboa nas paragens de transportes, também directamente colocados sobre pavimento acessível, mas com uma faixa de cor cinzenta-metálica lateral que torna o monólito um pouco menos chocante do ponto de vista visual (mas não muito menos). Nos grandes cruzamentos não há publicidade vertical o que parece ser uma regra. Os painéis electrónicos nos abrigos são colocados sempre em grupos de dois.
Na Irlanda, em Dublin (Henry Street) encontrei painéis electrónicos da JCDecaux, mas são os mais elegantes em todas as cidades analisadas: são em formato bandeira (o que é sempre desejável porque reduz o impacto visual e, em zonas de atravessamento, permite ver o tráfego rodoviário) e apresenta, na parte inferior, o perfil de cidade de Dublin.
Na Eslovénia, em Liubliana, encontrei algo único: paragens sem publicidade o que é único em todas as cidades europeias analisadas.
Em Drottninggatan (Suécia em Estocolmo) encontrei algo de único e que seria desejável repetir em Lisboa: os painéis electrónicos da JCDecaux foram colocados de forma lateral de forma a não dificultar a circulação pedonal.
Na Avenue Louise (Paris) a JCDecaux manteve mupis de 2 metros para cartazes em papel ao lado de electrónicos (5 para 14): ou seja: não fez uma transição total como parece querer fazer em Lisboa.
Em várias cidades a publicidade exterior usa uma forma que é muito rara em Lisboa: os cilindros de mais de 3 metros com cartazes publicitários em toda a sua volta. É o caso de Champs-Élysées (Paris) com 15, a Andrássy Avenue (Budapeste) com 16 e a Marszałkowska Street em Varsóvia com 18 cilindros publicitários. Estes cilindros parecem ser uma tradição nestas cidades que recua aos finais do século XIX.
Na Kurfürstendamm (Ku’damm) de Berlim encontrei uma grande quantidade de mupis – em vários formatos incluindo-se um único em forma de rectângulo – de painéis usando cartazes em papel: 137. Alguns parecem ser usados pelas lojas que estão imediatamente em frente e são usados como expositores dos seus produtos.
Em Lisboa, na Avenida da Liberdade registei – como escrevi mais acima – um aumento de 22 para 43 mupis sendo que 32 são digitais (restam dois com cartazes em papel) e com capacidade para vídeo. Não é dos arruamentos das 27 cidades analisadas com mais painéis publicitários mas é uma das poucas onde a densidade é tão alta que é comum encontrar dois, um à vista do outro. Se existiu uma redução dos locais em Lisboa com publicidade exterior ainda não encontrámos nenhuma indicação disso, exactamente o contrário.
Nestes quase cem arruamentos europeus encontrei diversos tipos de publicidade exterior:
- Em abrigos de transportes públicos, quiosques, casas de banho públicas ou locais de bicicletas : 159
- Cilindros para cartazes em papel: 96 (nenhum em Lisboa)
- Painéis rectangulares de grande dimensão sobre pedestais e em papel: 25
- Rectangular de grande dimensão sobre pedestal e electrónico: 1
- Em cabines telefónicas: 3 (um modelo raríssimo hoje em dia)
- Mupi de 2 metros para cartazes em papel: 214
- Mupi electrónico de 2 metros: 95
- Mupi electrónico de 2 metros usado à entrada do metro para efeitos publicitários e com o tempo de chegada das próximas composições: 3
- Mupi de papel em poste de iluminação/bandeira: 38
Não encontrei em nenhuma capital europeia os grandes painéis que existem em Lisboa (como na Praça de Londres e no cruzamento entre as venidas dos Estados Unidos e Roma) e que visam a passagem de animações.
Os dez arruamentos com mais publicidade exterior em espaço público descobertos nesta viagem virtual foram:
- 143 em Kurfurstendamm (Ku’damm) mas nos grandes cruzamentos não encontrei publicidade exterior;
- 47 nos Champs-Élysées mas os mupis em papel são em formato bandeira, não em monólito
- 35 da Rue de Rivoli, de Paris, mas evitam os cruzamentos de trânsito o que não acontece em Lisboa.
No que respeita a densidade, dividindo a quantidade de metros de cada arruamento pela quantidade de meios de publicidade encontrando que as dez maiores densidades são por ordem: - Kurfürstendamm (Berlim) 0.0409,
- Avenida da Liberdade (Lisboa) 0.0391,
- Champs-Élysées (Paris) 0.0247,
- Graben (Viena) 0.0233,
- Lipscani Street (Bucareste) 0.0200,
- Puerta del Sol (Madrid) 0.0167,
- Via Veneto (Roma) 0.0140,
- Rue Neuve (Bruxelas) 0.0117,
- Rue de Rivoli (Paris) 0.0117,
- Gran Vía (Madrid) 0.0115 e
- Avenue Louise (Bruxelas) 0.0107.
Ou seja Lisboa é a segunda mais densa (e temos de ter em conta que Kurfürstendamm tem equipamentos que servem de mupis mas são também apoios à lojas em frente) o que torna a Avenida da Liberdade o arruamento mais densamente “mupizado” da Europa. Em 2023 já era (mas agora subiu do 5º lugar para o 1º).

Manutenção ou aumento em Lisboa?
Em Lisboa, o contrato de 2017 previa uma grande redução e a própria JCDecaux menciona uma redução. Não foi o que encontrei nas ruas de Lisboa. Na Avenida da Liberdade, encontro uma subida. Na Avenida da República, de Roma e Almirante Reis encontro manutenção ou a substituição dos “pequenos” painéis de 2 metros por grandes painéis em pilares, alguns dos quais electrónicos e com animações gráficas. Curiosamente, alguns dos que já estão em funcionamento (como o da Praça de Londres) já têm dezenas de pixels mortos e têm as ventoinhas de arrefecimento em alta rotação.
Há estudos sobre os perigos da Publicidade Exterior para a segurança rodoviária e para os peões?
O senso comum diria que sim: se um anúncio corre em vídeo, perto de um atravessamento de peões, se foi desenhado para desviar da estrada os olhos do condutor durante alguns segundos e se, durante alguns segundos um carro que esteja a 30 km/h percorre aproximadamente 8,33 metros por segundo, enquanto um carro a 50 km/h percorre cerca de 13,89 metros por segundo. Significa que um peão pode ser facilmente atropelado durante estes um ou dois segundos de breve distracção.
Para responder aos críticos procurei estudos sobre a relação entre a publicidade externa (outdoors) e acidentes de trânsito, com foco na potencial distracção causada por estímulos visuais ao longo de estradas e estradas urbanas.
Aqui estão algumas conclusões importantes destes estudos:
Vários estudos sugerem que os outdoors, especialmente os digitais ou animados, podem aumentar a distracção dos condutores. Os condutores já processam uma quantidade significativa de informações visuais, e a presença de anúncios grandes, iluminados ou com mudanças frequentes pode aumentar a carga cognitiva, potencialmente levando a mais acidentes.
Um estudo publicado na revista Accident Analysis & Prevention descobriu que os condutores passam mais tempo a olhar para outdoors em áreas de tráfego intenso, e que este desvio de atenção está correlacionado com uma perda temporária de foco na estrada. Outro estudo na revista Traffic Injury Prevention indicou que os outdoors digitais, devido ao seu conteúdo em constante mudança, fazem com que os condutores desviem o olhar da estrada com mais frequência do que outdoors estáticos tradicionais, aumentando o risco de acidentes.
Algumas investigações analisaram especificamente o impacto dos outdoors digitais ou de LED nas taxas de acidentes. Por exemplo, um estudo realizado pelo Swedish National Road and Transport Research Institute (VTI) descobriu que outdoors digitais ao longo das estradas aumentavam o risco de acidentes devido à distração dos motoristas.
De acordo com uma pesquisa da American University of Beirut, outdoors digitais, especialmente aqueles que mudam ou contêm animações, afectam a atenção visual dos motoristas e diminuem sua capacidade de manter o foco na estrada, o que pode resultar num aumento no tempo de reacção e desvio de trajetória do veículo (AUB ScholarWorks).
Outra pesquisa conduzida por Daniel Belyusar e colegas analisou o comportamento visual dos condutores ao passarem por outdoors digitais. Descobriram que, em média, os motoristas olhavam para os outdoors por mais tempo, especialmente quando os anúncios mudavam. Isto resultou em mais correcções no volante e frenagens inesperadas, particularmente em áreas de tráfego intenso (Psychological Science).
Além disso, uma avaliação de múltiplos estudos, incluindo um da Universidade de Massachusetts, destacou que outdoors digitais em estrada podem aumentar a taxa de colisões em até 29% nas proximidades desses anúncios, principalmente em colisões traseiras e laterais causadas pela distração (Capitol Weekly).
Em Lisboa estes dados poderiam ser encontrados na plataforma de dados abertos da CML mas este link está morto e até os dados recolhidos entre 2009 e 2018 deixaram de estar acessíveis.
Uma investigação recente de Jerry Wachtel, um investigador e consultor especializado em segurança rodoviária, fornece provas convincentes de que os outdoors digitais, em particular, fazem com que os condutores desviem os olhos da estrada por períodos perigosamente longos. Isso é especialmente problemático quando os displays electrónicos brilhantes mudam de mensagem, o que geralmente acontece a cada seis a oito segundos. Segundo Wachtel, quanto mais esses sinais comerciais atraem a atenção dos motoristas, mais representam uma ameaça à segurança nas ruas e vias mais movimentadas.
Com efeito, na sua avaliação de nove estudos académicos, da indústria e do governo, publicados desde 2013 em cinco países, Wachtel descobriu que os condutores, sobretudo os mais velhos, tendem a desviar o olhar mais vezes para outdoors digitais quando mudam de mensagem. Estes olhares prolongados fora da estrada contribuem para o aumento dos riscos de acidentes. Um estudo separado, financiado pelo governo, em Alabama e Flórida, observou um aumento de 25 a 29% nos acidentes próximos a outdoors digitais, principalmente colisões traseiras e laterais, que são típicas da distração do motorista.
Apesar da controvérsia sobre um relatório publicado nos EUA de 2013 que minimizou os riscos, Wachtel e outros especialistas continuam a insistir que os outdoors digitais provavelmente contribuem para a condução insegura, especialmente em condições difíceis de direção. A sua revisão mais recente baseia-se em mais de 60 relatórios de pesquisa globais, sugerindo que, embora sejam necessários estudos mais detalhados, as provas indicam que os outdoors digitais aumentam os riscos de acidentes em situações de condução sob stress.
Não é claro se alguém na CML teve em consideração estes estudos e conclusões. Isso mesmo perguntei em Agosto e repeti:
Toda a navegação realizada nestas cidades europeias comprovou a exceção de Lisboa nesta concentração atípica de equipamentos de publicidade exterior e, sobretudo, na presença de grandes painéis LED com animações e anúncios em vídeo.

Os estudos acima citados sugerem que os outdoors digitais têm o potencial de distrair condutores e aumentar os riscos de acidentes, especialmente em áreas urbanas e rodovias movimentadas e, sobretudo, em zonas de atravessamento pedonal.
Acredito que não basta travar a instalação de novos painéis: importa perceber se é possível converter – sem custos para o município – estes grandes painéis electrónicos correndo vídeos em imagens estáticas, reduzir ou parar mesmo a projecção nas horas que se sabem que estão relacionadas com a ocorrência de valores mais altos de sinistralidade.
Sobretudo, se é possível deslocar (sem custos para o município) estes painéis para locais menos perigosos para os lisboetas.
De permeio seria de suprema importância saber o que correu tão mal nos serviços da autarquia, na supervisão e na coordenação que os vereadores com competências no espaço público e na segurança rodoviária.
Não é claro para mim, ainda, qual foi o papel do próprio presidente de câmara neste processo, se em algum momento viu a lista de locais e de tipos de equipamento por local e se deu a sua aprovação pessoal ou formal ou se, pelo contrário, os serviços funcionaram em roda viva e sem coordenação ou gestão política da situação.

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Atenção que no 14º parágrafo deste artigo refere a Avenida Louise como sendo em Paris, quando é em Bruxelas!
Caro Rui Martins, muito obrigado e muitos parabéns por este claríssimo e importante artigo, que bem demonstra, assente no bom senso mas também em estudos científicos, o aumento de risco de acidente rodoviário causado pela implementação destes muitos “outdoors” ou “MUPIs” na cidade de Lisboa. Creio que não devemos esquecer também outras facetas negativas da colocação de tantos Outdoors, muitas vezes em grandes formatos e com tecnologia que permite “movimento” das imagens. Refiro-me à degradação do espaço público, com colocação de verdadeiros monos em espaços de interesse histórico, arquitectónico ou paisagístico, como por exemplo os Outdoors de grande formato na frente ribeirinha (Belém, Carcavelos, Cascais) e também junto de monumentos como o Padrão dos Descubrimentos. Os lisboetas, e os residentes em Portugal, merecem mais e as Câmaras deveriam ser as primeiras entidades a procurar preservar o seu e nosso espaço, a sua dignidade, funcionalidade e sobretudo o bem estar e a segurança dos residentes e utentes do concelho. Recomendo a leitura de dois artigos excelentes sobre este tema, “Painéis publicitários na cidade de Lisboa – a epopeia continua” de Miguel de Sepúlveda Velloso, no Expresso e, com uma abordagem menos urbana, o artigo “Que alarvidade enxamear as auto-estradas de publicidade…” de Mário Frota, publicado no início do ano no Diário Online da Região Sul. Infelizmente, já não acredito na capacidade das autarquias se auto-regularem nesta matéria, nem na sua capacidade nem vontade de contrariar os interesses das grandes agências de publicidade, tendo esperança que este tema possa ser resolvido através do poder central, com normas que se apliquem uniformemente pelo país. Enquanto não se resolve, fica o risco de acidente rodoviário aumentado, e toca a comer com esta esta praga … (em breve ainda mais perto de si).