Até ver, parecia coisa de filme: um grupo de jornalistas decide celebrar os seus 5 anos de trabalho no jornal local, abrindo gratuitamente as portas do maior centro cultural do país a todos os leitores, para uma festa de histórias ao vivo. Esse jornal é a Mensagem de Lisboa, o centro cultural é o CCB e essa festa tem um nome: o Festival de Histórias Verdadeiras aconteceu mesmo, nos dias 20 e 21 de junho, com salas cheias, de todas as idades e feitios. Para celebrar e inspirar Lisboa, como nunca antes.

Lisboa tem sido contada muitas vezes como um cenário. O que a Mensagem de Lisboa tem insistido em fazer é o contrário: tratá-la como um organismo vivo, feito de pessoas que raramente chegam ao centro da narrativa pública. Como o Eupremio Scarpa, a Emília Alves ou a Marta Canário.

O Festival de Histórias Verdadeiras é, em certa medida, isto levado ao extremo: não apenas um palco para as histórias de Lisboa, contadas na primeira pessoa, mas uma cidade inteira em miniatura dentro do CCB.

Ao longo de dois dias, entre espetáculos de jornalismo ao vivo (para miúdos e graúdos), sessões sobre fotografia documental, apresentação e votação de ideias para Lisboa, um encontro inédito com os Capitão Fausto, e até um debate sobre jornalismo e a paixão dos factos, o calor que fazia lá fora não travou a celebração. Passaram pelo festival cerca de 50 convidados e mais de 500 espetadores, no CCB — casa que acolheu dezenas de histórias da cidade e da Área Metropolitana de Lisboa.

Vieram, não só para perceber mais e melhor sobre jornalismo, mas para ver como ele pode realmente ajudar a melhorar o lugar onde vivemos. É que o jornalismo que a Mensagem faz, temos vindo a provar aqui, tem mudado Lisboa, inspirando e movendo pessoas e políticas públicas.

E voltou a fazê-lo nestes dois dias de Festival.

Por isso mesmo, António Lopes (especialista em climatologia urbana do IGOT) chamou-lhe “festa cidadã”, perante um plateia de dezenas de cidadãos de Lisboa que vieram apresentar, ouvir e votar nas próximas ideias que podem mudar cantos e recantos da cidade.

Obrigado a quem lá esteve connosco!

E obrigado a todos os nossos parceiros: além do CCB, a Visapress, a Europa Criativa, o CENJOR, o Goethe-Institut Portugal, a Leica, a Ordem dos Arquitectos – Secção Lisboa e Vale do Tejo, a Why Not Soda, a Rádio Belém e a Dona Ajuda.

Recorde aqui os dois dias de Festival de Histórias Verdadeiras:
Fotografias de Rita Ansone

Jornalismo ao Vivo:

Jornalismo ao Vivo para crianças:

Workshop “How live journalism is reinventing the news”:

Conversa Leica – A história por trás das melhores fotografias:

Painel “Jornalismo e a paixão dos factos”:

Pitch de ideias para Lisboa:

Música com legenda, com Capitão Fausto:

O jornalismo que a Mensagem de Lisboa faz une comunidades,
conta histórias que ninguém conta e muda vidas.
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