Planeou tirar o curso de Direito, depois doutorar-se em Direito e até dar aulas na faculdade, mas na política… foi como girar a roleta e ver como corre: “podem não acreditar, mas nunca planeei o que me foi acontecendo na vida política, até porque acho que em política não dá para planear muito”. Nem mesmo deixar o cargo de deputada parlamentar do Partido Socialista (PS) para se lançar a uma candidatura à Câmara Municipal de Lisboa nestas eleições autárquicas, diz Alexandra Leitão. Afinal, “um ano em política é uma eternidade” e “os últimos dois anos em Portugal demonstraram-nos isso de uma forma incrível”.
Então, o que poderia ser este próximo ano se Alexandra Leitão, candidata pela coligação Viver Lisboa (PS, LIVRE, BE e PAN), ganhasse estas eleições? Foi este o mote da conversa lançada por dois jovens, Pedro Branco, de 10 anos, e Raquel Sanches, de 18, e moderada por Catarina Carvalho, diretora da Mensagem de Lisboa.
Foram ambos convidados para marcar um momento diferente na campanha autárquica da candidata: ser questionada pelos mais novos, com visões e perguntas tão diferentes daquelas lançadas pelos adultos, numa conversa n’A Brasileira do Chiado, sede da Mensagem.
Eles a quem raramente é dada a palavra à mesa das negociações e que integraram projetos da Mensagem: Pedro, aluno da Escola Básica Teixeira de Pascoais, em Alvalade, esteve no “Também Moro Aqui”; e Raquel, vinda de Chelas, num projeto de literacia mediática em parceria com a associação Mundu Nôbu (criada por Dino D’Santiago) e com o financiamento da Visapress – a ser anunciado em breve.

Diz que, como mãe de duas “já jovens mulheres”, foi-lhe natural incluir um pensamento jovem no programa como candidata. Mas o tema que Pedro Branco lança para a mesa é bastante adulto: “queria perguntar se a Alexandra podia tentar pensar em baixar a renda das casas”. E, já agora, avança Raquel Sanches, o que será das “casas que foram prometidas e não foram atribuídas”? E “o projeto de renda acessível será melhorado”?
“Lisboa está suja”, diz Pedro. Como, aliás, mostra o barómetro feito por cidadãos sobre a perceção da qualidade de vida nas várias freguesias de Lisboa. Suja e cada vez menos “acessível”, como se vê em Chelas, onde mora Raquel. Por isso, Raquel quer saber se terá que abdicar de algum conforto ou segurança para passe de transportes públicos gratuito para os residentes, como está contemplado no programa da coligação Viver Lisboa.
Alexandra responde e fala de uma outra mobilidade: a das crianças, para quem a rua se tornou pouco segura com a presença dos carros. Uma solução pode estar em fechar algumas ruas ao fim de semana, como já fazem iniciativas como a Brincapé. “É preciso as pessoas verem isto como opção”, diz a candidata.
Ouça a entrevista na íntegra, aqui:



Em breve, serão publicadas as entrevistas aos candidatos com representação na atual CML, João Ferreira (CDU) e Carlos Moedas (PSD, CDS e IL).

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