Entrar pela pequena porta verde do Snob Bar é como teletransportar-se de volta a 1964; um portal que conduz à elegância esfumaçada de um speakeasy sofisticado, onde se reunia a nata da cidade.
Durante os anos da censura de Salazar, o Snob transformou-se num refúgio para jornalistas, artistas, políticos e intelectuais; um porto seguro para a livre conversa, para as ideias e para o debate. O autor preferido da minha namorada, José Saramago, e o fadista Carlos do Carmo estiveram entre os que por aqui se juntavam para partilhar pensamentos e, muito provavelmente, saborear o famoso Bife à Snob.
Hoje, os detalhes em latão e o couro verde-escuro mantêm-se intactos para que possamos todos desfrutar dos seus clássicos espirituosos, da mousse de manga e dos croquetes da casa, tudo isto acompanhado de fado ao vivo — tornando o Snob numa das instituições mais icónicas de Lisboa.

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