Os cafés têm uma longa história enquanto espaços de conspiração para a revolução. Desta vez, um café em Campo de Ourique, em Almada, no Bairro de Zambujal, no Mercado de Alvalade e, claro, a Brasileira do Chiado tornaram-se cenário para uma conversa radiofónica sobre bairros e habitação, numa parceria entre a Mensagem e a Rádio Antecâmara no âmbito do festival Uma Revolução Assim.

Ouça aqui os episódios na Rádio Antecâmara.

O festival dedicado à crise da Habitação arrancou no dia 25 e vai até ao dia 6 de outubro. Vai cruzar cidadãos, ativistas, artistas, arquitetos, designers, para uma reflexão sobre a habitação. Uma iniciativa do Goethe-Institut, em colaboração com a Culturgest e o Institut Français de Portugal, com curadoria de Julia Albani, historiadora, curadora e crítica. A entrada é gratuita.

Ao longo do festival, o público é convidado a sair para a rua – uma vez que são cada vez menos os que têm acesso à habitação – para um diálogo entre todos sobre as formas possíveis de habitar em sociedade.

Luta, coragem, experimentação, empatia, violência, habitar, crítica, constelações, legislação, convívio, direitos, contratos… alguns dos 25 temas que serão postos em cima da mesa.

A viagem faz-se no palco ambulante “Uma revolução”, concebido pelo ConstructLab, que se transforma em parlamento, estação de rádio, cinema ao ar livre, cozinha ou sala de jantar.

O palco passará pelas freguesias das Avenidas Novas (anfiteatro ao ar livre da Culturgest), Arroios (Jardins do Bombarda), Marvila (Praça Raúl Lino), Ajuda (Praça da Igreja da Memória) e Penha de França (Praça Paiva Couceiro), onde a discussão se vai materializar em conversas, debates (onde todos são convidados a participar), mesas redondas, sessões de cinema e gravações de podcast.

As manhãs do dia 27, 28, 29 e 4 do festival arrancam com a transmissão, entre as 8h e as 9h, das conversas conversas dinamizadas pela Mensagem e pela Rádio Antecâmara. Poderá ouvi-las nos cafés onde foram gravadas: na Brasileira do Chiado (dia 26), no Az de Comer (dia 27), na Pastelaria Repuxo (dia 28), no Café da Ponte (dia 29) e no Cantinho Saloio (dia 4).

A programação do festival conta ainda com a transmissão, no dia 26, no pequeno auditório da Culturgest, do vídeo-ensaio “A Casa: Uma Revolução Assim…”, do artista Nuno Cera e do arquiteto Tiago Mota Saraiva; com a realização, no dia 4 de outubro, pelas 18h30, de uma caminhada, que parte da Praça do Município, promovida pela associação Mulheres na Arquitetura; e com a performance, nos dias 26 e 27, de Esteban Feune de Colombi, entre as 20h e as 8h, pelas ruas de Lisboa.

No dia 5 de outubro, pelas 21h, será também transmitido, no Cinema São Jorge, o filme Os Indesejáveis (Bâtiment 5), ao qual se seguirá um debate com o realizador Ladj Ly e o ator Alexis Manenti.

No mesmo dia e até ao final do dia seguinte, a Culturgest e o Goethe-Institut apresentam o projeto “Passa Cá em Casa”, um percurso de doze intervenções artísticas em casas particulares, que foram selecionadas através de um concurso. Em algumas propostas, o público poderá entrar livremente, outras terão sessões com hora marcada.


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