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Annabel Grima, que nasceu no Reino Unido e cresceu em Malta, é casada com Yulian Patzelt, alemão com ascendência chilena, Felipe Di Cunto vem do Brasil, Timo Bruederl é alemão e Francisco Reis é português, da Lousã. O que é que estas pessoas de diferentes cantos do mundo têm em comum? A paixão por Lisboa e o espírito empreendedor.

Os caminhos dos cinco cruzaram-se na cidade e eles decidiram aliar o know how da restauração e eventos à vontade de fazer alguma coisa por e para Lisboa. Juntaram-se e nasceu, em Alcântara, no 17 da Rua do Livramento, o rooftop Go A Lisboa. “Um presente para a cidade”, diz Timo.

Timo Bruederl, Yulian Patzelt, Annabel Grima e Francisco Reis, quatro dos cinco sócios do Go A Lisboa, nascido da paixão de todos eles pela cidade. Falta o brasileiro Felipe de Cunto, que não estava presente quando a Mensagem visitou o novo terraço panorâmico de Lisboa. Foto: Rita Ansone

No topo do Baluarte do Livramento, histórica guarita com vista para o Cristo Rei e para a Ponte 25 de Abril, este terraço panorâmico faz-nos viajar até à Índia. Puffs, almofadas, toldos a dar sombra, pequenas estatuetas e toalhas dispostas pelo espaço, tudo nos leva a oriente, e a Goa, não tivesse o rooftop sido cedido pela Casa de Goa, associação à qual pertence o espaço.

Os empregados vestem quimonos, criados por Annabel, e usam Teddy Hats, concebidos por Timo, que podem ser também comprados, entre outros artigos de design, na Go A Lisboa Store, a concept store do novo terraço lisboeta.

O encontro entre a Índia e Portugal, Lisboa e Goa, faz-se na cozinha e também na decoração do espaço, que apesar de remeter em tudo para o oásis indiano, tem presença portuguesa na madeira e mármores nacionais que dão vida ao terraço.

Brunchs, almoços, jantares, cocktails, há de tudo neste espaço que, além de pratos portugueses e internacionais, tem um menu dedicado a Goa. No “Tributo a Goa”, pode escolher-se “Caril de camarão com coco e especiarias”, “Chacuti de frango” ou “Dourada recheada com especiarias com arroz basmati”. Para adoçar o paladar, há bolo “Bebinca” e “Aletria goesa”.

Toda a ementa está a cargo da chef Inga Martin que “passou uma temporada com várias pessoas goesas para se inspirar”, explica Francisco Reis.  

Mas há muito mais no Go A Lisboa, além da gastronomia. O espaço convida a banhos de sol ou a estar simplesmente, a desfrutar da vista, a trabalhar, a ler ou a conversar com amigos, nos confortáveis puffs ou nas toalhas.

Os cinco sócios do Go A Lisboa conceberam este rooftop para ser acima de tudo um “playground”, diz Timo. Aulas de yoga, sessões de gamão e poesia, clubes de leitura, workshops ligados a várias temáticas, da nutrição à saúde mental, educação sexual ou vinhos portugueses, aulas de trabalho respiratório, degustações de mezcal ou música ao vivo são atividades que, gradualmente, o espaço quer ter à disposição. Uma piscina e duches exteriores (que apenas aguardam licença para funcionar) são outras das ofertas do Go A Lisboa.

“Queremos ir devagar e, à medida que o tempo for arrefecendo, vamos tendo cada vez mais atividades. Tem estado mesmo muito calor. Mas vamos oferecer um mix de várias coisas”, diz Annabel.

O rooftop Go A Lisboa foi cedido pela Casa de Goa, ameaçada pelas obras de expansão do metro para Alcântara, o que levou a associação a lançar uma petição em maio deste ano. Foto: Rita Ansone

Embora esteja prevista a expansão da linha vermelha do metro entre São Sebastião e Alcântara, com quatro novas estações (Amoreiras, Campo de Ourique, Infante Santo e Alcântara), que poderá colocar em risco a Casa de Goa e, consequentemente, o rooftop, os empreendedores avançaram com o projeto. “É um desafio, queremos salvar a vizinhança e manter a autenticidade do espaço”, conclui Annabel.

Go A Lisboa

Abertura às 10h00
Domingo a terça encerra à 1h
Quarta e quinta encerra às 2h
Sextas e sábados encerra às 3h

Brunch: 10h-16h
Almoço: 12h-18h30
Jantar: até às 23h
Bar: aberto diariamente até à hora de encerramento

Concept Store – Go A Lisboa Store: 10h-22h todos os dias

Morada: Calçada do Livramento, 17 – Lisboa


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* Daniela Oliveira nasceu no Porto, há 22 anos, mas a vontade de viver em Lisboa falou mais alto e há um ano mudou-se para a capital. Descobrir Lisboa e contar as suas histórias sempre foi um sonho. Estuda Ciências da Comunicação na Católica e está a fazer um estágio na Mensagem de Lisboa. Este artigo foi editado por Catarina Pires.

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