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Era Vasco Alves um miúdo quando perguntou ao avô que apito era aquele que os adeptos tocavam nos minutos finais de cada jogo d’Os Belenenses. Chamam-lhe os “15 minutos à Belenenses”. A tradição morreu entretanto, mas Vasco, hoje com 35 anos, faz questão de a reavivar. Nos 75 minutos antes de cada apito final, este adepto pega na sua gaita de foles e toca o hino do clube centenário.

Quase nem dávamos por eles, os sons da cidade. Depois de as ruas se terem esvaziado por força da pandemia, percebemos o volume e a diversidade que tinham as nossas memórias auditivas de Lisboa.

Há aquelas que assustam: antes da pandemia, estávamos expostos a mais de 50 decibéis, o que corresponde ao que ouvimos sentados ao lado de uma máquina de lavar roupa em funcionamento.

E há as outras, as que contam a cidade e quem a ela pertence.

Por isso, na Mensagem, resolvemos fazer um podcast em homenagem aos Sons de Lisboa. Vamos atrás de um destes sons, para lhe contar a história ou a ciência que têm por detrás.

Pode também ouvir os episódios anteriores aqui.

Produção e edição – Catarina Reis

Gostaria de sugerir algum som para os próximos episódios?


Catarina Reis

Nascida no Porto há 26 anos, foi adotada por Lisboa para estagiar no jornal Público. Um ano depois, entrou na redação do Diário de Notícias, onde aprendeu quase tudo o que sabe hoje sobre este trabalho de trincheira e o país que a levou à batalha. Lá, escreveu sobretudo na área da Educação, na qual encheu o papel e o site de notícias todos os dias. No DN, investigou sobre o antigo Casal Ventoso e valeu-lhe o Prémio Direitos Humanos & Integração da UNESCO, em 2020.

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