“Eu cá sou de Alcântara”, proclamavam operários e estivadores, gente da ganga, ciosa dessa naturalidade e pertença. Diziam-no no tom de quem prometia dar valente réplica aos que ousassem desafiá-los, por mais poderosos que fossem. Afinal, foi também aqui que o povo lisboeta se bateu, primeiro pela República, e depois pela justiça laboral e social. […]
