Em Algueirão-Mem Martins não há teatro nem cinema, apesar de ser a freguesia mais populosa de Portugal – 68 649 habitantes, dizem os últimos Censos. Mas já houve. E era de peso, em vários sentidos: era o cine-teatro Chaby Pinheiro, e prestava, com o seu nome, homenagem ao famoso ator lisboeta que viveu e morreu nesta freguesia, e que usou a sua obesidade em papéis cómicos no teatro e no cinema. Como no filme “Lisboa, Crónica Anedótica“.

Hoje, no fundo da Avenida Chaby Pinheiro, há apenas um edifício que substitui o velho teatro, e que é um centro comercial abandonado, desses centros comerciais pequenos do início dos anos 2000, construído com um prédio por cima, depois de o velho teatro Chaby ter ido abaixo. Deram-lhe o nome de “Atrium Chaby”, e lá dentro tem uma caricatura do ator Chaby Pinheiro – o que resta, e se vê espreitando pelas suas portas encerradas.

As vidas passadas do edifício Chaby já nada mais são do que memórias. Em 1989, o cine-teatro fechava portas, e em 2006 abria este centro comercial, que encerrava definitivamente entre os anos de 2013 e 2014.

E já passaram dez anos em que a avenida mais nobre da freguesia se viu assombrada por este edifício abandonado. E, claro, continua sem teatro ou cinema.

Em setembro deste ano, um grupo de análises clínicas, o Gruplab comprou 21 frações do edifício – que está dividido em lojas – ao Montepio, que tinha ficado proprietário. Em novembro, comprou ainda uma outra fração, ao Município de Sintra. Ricardo Marques, do Gruplab, conta que “algo está em curso”, mas diz não poder avançar com mais informação. 

A Câmara Municipal de Sintra também não sabe nada do processo. Apenas “vê com bons olhos a requalificação do Atrium Chaby, que permite devolver aos munícipes um espaço que se encontra fechado há vários anos.”

Mas fica mais longe a hipótese do Chaby voltar a ser um espaço cultural, como muitos acreditaram durante anos, e queriam, nesta freguesia onde estes espaços tanta falta fazem. “Todo o pensamento cultural em volta do Chaby deve-se ao facto de já ter sido um pólo cultural”, diz Rodrigo Faria, do coletivo Unidigrazz, que atua na zona. “A geração que nasceu nos anos 90 esperava que esse espaço pudesse voltar a sê-lo, mas o sonho nunca se concretizou.”

A primeira vida: o cine-teatro Chaby Pinheiro

Foi em 1947 que a freguesia de Algueirão-Mem Martins ganhou o seu primeiro edifício cultural: o cine-teatro Chaby Pinheiro, muito embora, sete anos antes, tivesse ali aberto o primeiro cinema da freguesia, o “Cine Mem-Martins”.

No dia 30 de Agosto de 1947, o cine-teatro Chaby Pinheiro estreou o filme “Três Espelhos” de Ladislau Vagda, com a presença de João Villaret – o famoso ator e declamador.

E, tal como dizia o Jornal de Sintra, citado pelo blog Algueirão Mem Martins, “a criação do Cine-Teatro «Chaby» vale duplamente, pelo que representa de esforço construtivo, de amor bairrista, e como perene consagração dum dos maiores – senão o maior – vultos da cena portuguesa: o grande actor Chaby Pinheiro, que se finou em Algueirão, pouco tempo depois de emprestar o seu desinteressado concurso a uma humilíssima festa de beneficência, que ali se realizou num tosco barracão. (…) Na plateia Algueirão e Mem Martins em peso, muitas pessoas de Lisboa e bastantes de Sintra.”

Nestas palavras, é possível imaginar a emoção em torno do novo edifício, a celebrar a vida do ator Chaby Pinheiro que deixou as suas memórias. Estiveram presentes Mário Madeira, governador civil de Lisboa, e Carlos Santos, presidente da Câmara de Sintra, Américo dos Santos, vice-presidente, e alguns vereadores.

Segundo o jornal, o cinema abriu com o filme «O dia do luzito», consagrado à Mocidade Portuguesa. Seguiu-se «Sinfonia de Cristal», sobre as vidreiras da Marinha Grande, da Lisboa Filmes, e «70 anos de Mutualismo» da «Associação de Socorros Mútuos dos Empregados do Comercio». O cinema estava equipado com a moderna aparelhagem Western Electric.

Seguindo o filme de João Villaret, atuou Vasco Santana, em nome do Grémio dos Compositores Teatrais, que recitou um monólogo da comédia o «Conde Barão», imitando Chaby Pinheiro. O ator Ribeirinho recitou«Rataplam», monólogo do reportório do actor; Costinha disse «Cantor maluco» e fez um dialogo cheio de humor com Luisa Durão.

Todos os maiores atores da época a atestar a importância de um cineteatro que foi elogiado pelo presidente da Câmara de Sintra: “A construção desta casa veio dar uma grande lição a Sintra, onde se debate ainda uma velha questão sobre a possibilidade de poderem ou não existir dois cinemas na vila”, disse Carlos Santos, ao Jornal de Sintra, revelando que a construção de uma estrada entre a Portela e Mem-Martins passaria à porta do cinema. “Depois será um passeio de Sintra até cá”, acrescentou.

Ainda há quem recorde esses tempos áureos, como Ernesto Janela que, aos cinco anos, pisou o palco do cine-teatro para receber, com a sua família, o prémio de família numerosa atribuído pela Companhia da Alegria: um rádio!

Ernesto e a família viviam nos Pexiligais, em Algueirão-Mem Martins, onde ainda não havia eletricidade nos anos 40. “O meu pai disse: ‘Para que é que quero um rádio, se não há eletricidade?'”, lembra Ernesto entre gargalhadas.

Já mais velho, lembra-se de ir ao cinema com os primos. “Fomos ver o ‘Frankenstein’, mas ficámos desiludidos, não tivemos medo nenhum.”

Chaby Pinheiro
O antigo cine-teatro Chaby Pinheiro.

São as memórias de toda uma freguesia. Maria do Carmo Luís lembra “um cine-teatro muito bom, um edifício muito bonito. Vi teatro com o Humberto Madeira… havia muito bom cinema também, aos fins-de-semana estava cheio!” A amiga, Odete Caixeirinho, lembra-se de assistir a um espetáculo de ballet onde a filha participou, e lamenta: “Era o único espaço cultural que tínhamos em Mem Martins, hoje já não há nada…”.

Maria do Carmo lembra-se bem da estreia do polémico documentário alemão “Helga”, para maiores de 21 anos, que aproveitou a abertura liberal de Marcello Caetano: era um filme de de 1967, de Erich F. Bender, protagonizado por Ruth Gassmann que abordava os segredos da reprodução humana. Pediam o bilhete de identidade aos espetadores à entrada.

No blog “Algueirão-Mem Martins: Vila que abraça Sintra”, de Hugo Nicolau, são muitos os que recordam o cine-teatro Chaby Pinheiro: 

“Nem me lembro de qual terá sido o primeiro filme que fui ver ao Chaby, mas lembro-me que terá sido o primeiro que vi na minha vida (…) Lembro-me de um cinema com um charme único e com aquele toque que as salas da Lusomundo nunca conseguirão ter.”

“Lembro-me perfeitamente do grande cinema Chaby até porque morava mesmo em frente! Foi lá que vi o primeiro filme num cinema e depois disso acho que vi largas dezenas de filmes! Praticamente quase todos os fins de semana ia ver um filme, sem falar que grande parte da minha infância foi passada lá junto ao cinema, tardes inteiras a jogar à bola ou simplesmente a falar! Grandes tempos e grandes recordações que nunca mais se esquecem!”. 

Foi um incêndio que pôs fim ao cine-teatro, já depois de ter sido desativado em 1989. Na freguesia, falou-se de fogo posto para acabar de vez com a vida do edifício. A pressão urbanística começava, e assim todos os espaços eram bem vindos para a promoção imobiliária. A avenida principal de Mem Martins encher-se-ia de prédios altos, e assim aconteceu com o espaço do Teatro.

A segunda vida: o Atrium Chaby

Em 2003, a empresa de construção civil Predipera comprava o edifício Chaby. À frente da Predipera estava Manuel Caroço Peraboa. Carlos Peraboa, filho de Manuel que acompanhou o processo, conta como o pai adquiriu o espaço, transformando-o em propriedade horizontal, com habitação e comércio. E começou o plano para abrir o “Atrium Chaby”. 

Odete recorda a transformação do Chaby Pinheiro em Atrium Chaby.

Foi aqui que começou também o processo que tornou a vida atual do Chaby mas complexa – foi transformado em propriedade horizontal com 67 frações (uma delas foi cedida à Câmara Municipal de Sintra para ali instalar uma loja do munícipe).

Odete recorda a transformação: “Fizeram um edifício que era um mamarracho, com vários apartamentos. Funcionava como centro comercial, tinha umas lojinhas simpáticas…”

Mas o Chaby não perdeu completamente a sua vocação da vida anterior. No rés-do-chão do Atrium, havia “um espaço de cultura, faziam bailados, festas para os miúdos, havia campeonatos de xadrez, havia uma série de atividades…”, recorda Odete.

Mas Hugo Lopes dos Santos, arquiteto vogal da Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins, aponta algumas falhas no projeto: “A minha perspetiva é que o espaço em si tinha alguns erros arquitetónicos, especialmente ao nível dos acessos, não era de utilização fácil.”

O centro comercial “Atrium Chaby”. Foto: Inês Leote

O fecho do “Atrium Chaby”

Seria a crise económica de 2008 a ditar o fim do “Atrium Chaby”. “A crise levou ao fecho do centro de comercial e ao pedido de insolvência das lojas”, diz Carlos Peraboa. E as 20 lojas que ainda eram da Predipera, foram vendidas a instituições financeiras, entre elas o Montepio e o BPI. 

O arquiteto Hugo Lopes dos Santos lembra-se desse período de transição: “Os centros comerciais são complexos de gerir, precisam de escala, precisam de ter as chamadas lojas de ancoragem, e isso não acontecia aqui. No final, existia apenas o gabinete do munícipe e mais nada.”

Carlos Peraboa conta que chegou a falar com a Câmara e com as instituições financeiras, mas nunca se chegou a um entendimento. “Houve entidades que mostraram interesse em investir no espaço, mas, como envolvia muitos proprietários, era uma situação complicada.”

A Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins explica que, no passado, entrou em contacto com as entidades bancárias e também tentou que o espaço fosse comprado pela Câmara Municipal de Sintra, porém, “o valor pedido pelas entidades bancárias foi bastante elevado, inviabilizando assim a compra por parte da CMS, uma vez que além do valor da compra, o edifício está a necessitar de um conjunto de obras.”

Carlos Peraboa desabafa: “Um espaço nobre em Mem Martins deixado ao abandono… Dedicámos a nossa vida ao edifício, era bom que alguém lhe desse novo uso.” 

Uma incógnita numa freguesia sem espaços culturais

E assim ficou, um edifício nobre no meio da freguesia, durante mais de dez anos. Agora, o Gruplab, com atividade no âmbito das análises clínicas, comprou a fração da Câmara Municipal de Sintra e 21 frações do Montepio – não conseguimos apurar os atuais proprietários das restantes frações, mas Ricardo Marques do Gruplab garante que um projeto está já em curso.

E qual será o futuro do edifício Chaby, depois de dez anos ao abandono? Ainda está em segredo por parte da Gruplab, e nem a CMS nem a Junta sabem o que vai acontecer.

O que poderia ser – para isso muitos têm respostas em forma de sonhos.

Maria do Carmo lamenta o desaparecimento dos espaços culturais na sua freguesia.

A moradora Maria do Carmo não tem dúvidas de que faltam coisas para fazer e espaços para as fazer na sua freguesia. “A população ficou praticamente sem nada. Há coletividades que vão fazendo teatro, mas não há um cinema, não há um teatro…”

Anos mais novo, o neto, Rodrigo Faria, que é coordenador cultural, fala de uma dupla falha, de quem vê e de quem gostaria de subir ao palco: “Não existe um centro cultural, um polo cultural para jovens que queiram experimentar.”

Recentemente, a companhia de teatro Teatro Corrente ocupou o antigo espaço do Mercado Municipal da Tapada das Mercês, mas tudo indica que terão de abandoná-lo até junho de 2024.

A Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins está ciente de que os espaços culturais são “uma necessidade premente da freguesia” e garante estar atenta aos “vários espaços/locais que possam vir a servir esse propósito”. Explica ainda que o novo edifício da Junta que está a ser construído contemplava um espaço cultural, “no entanto, com o aumento das matérias-primas e do preço da construção, este espaço vai ter de ficar para uma 2ª fase de construção.”

Já a Câmara Municipal de Sintra aponta os espaços culturais nas proximidades, como o Centro Cultural Olga Cadaval, o Museu das Artes de Sintra e a Biblioteca Municipal de Sintra (todos a cerca de quatro quilómetros do Atrium Chaby). Na Tapada das Mercês, a Casa da Juventude e a Biblioteca Municipal (a dois quilómetros) e, em Rio de Mouro, a Casa-Museu Leal da Câmara (a três quilómetros).

No antigo Sintra Cinema, abandonado há anos, onde está prevista a construção de um novo auditório (a três quilómetros do Atrium Chaby). E promete a construição de um Espaço Multiusos, em Fitares, a uma distância de cerca de quatro quilómetros do Atrium Chaby.

Mas Rodrigo faz as contas : “Se existem 100 mil jovens no concelho de Sintra, quantos espaços poderia haver para recebê-los? Se existem 15 ou 20 mil jovens nesta freguesia e se 10% tiverem interesse artísticos, são pelo menos uns 1 500/2000 jovens sem espaços.”

Tentar adivinhar futuro do “Atrium Chaby” não foi tarefa fácil. Os primeiros contactos com a Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins e a Câmara Municipal de Sintra permitiram apenas descobrir que o “Atrium Chaby” era detido por entidades privadas, não havendo documentação disponível para consultar a história deste edifício.

Nessa primeira abordagem, a Câmara Municipal de Sintra afirmou ainda ser detentora de uma fração do edifício, mas um papel afixado no antigo centro comercial anunciava a sua venda em hasta pública. Entretanto, uma fonte da Junta de Freguesia contava que o “Atrium Chaby” seria de entidades financeiras, entre as quais o Montepio e o BPI.

Para esclarecer todas as dúvidas, acedemos ao registo predial, para o qual é necessário o número da descrição (o número que o prédio tem no registo predial) ou o artigo da matriz (o número com o qual o prédio está inscrito nas finanças) – uma informação que, para o cidadão comum, nem sempre é fácil de obter. No Arquivo Municipal de Sintra, a documentação em relação ao edifício continha esta informação, através da qual foi possível perceber que o atual proprietário era a Gruplab, muito embora a Câmara e a Junta não estarem cientes desta compra.

Neste momento, se há algum processo em curso, como indicou a Gruplab, não há informações sobre o mesmo, e nem a Câmara sabe qual será o fim deste edifício. Como já demos conta, o direito à informação nem sempre é garantido, no distrito de Lisboa.



Ana da Cunha

Nasceu no Porto, há 28 anos, mas desde 2019 que faz do Alfa Pendular a sua casa. Em Lisboa, descobriu o amor às histórias, ouvindo-as e contando-as na Avenida de Berna, na Universidade Nova de Lisboa.

ana.cunha@amensagem.pt


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6 Comments

  1. A fotografia do antigo cine-teatro poucos dias antes de ser demolido é do fotógrafo Francisco Gomes Silva.
    Muitos filmes vimos nesse cinema!

  2. So existe um gravissimo problema, é que os tubeis de elevador estao cheios de agua a mais de 10 anos, a degradação do edificio e seus problemas unfligudos ao predio habitacional, para se recuperar nem 5milhoes vao chegar…espwro que seja desta que se recuper este imovel a seria.

  3. De boas intenções está o mundo cheio a freguesia tem o que os políticos desta terra merecem..zero e uma tristeza viver nesta freguesia nada e feito e so blocos ,,pouca ou nenhuma seguranca nas ruas tenho dito

  4. Nasci na Avenida Chaby Pinheiro há 60 anos, numa vivenda, das muitas que existiam na década de 60. Ocupava cerca de metade do meu quarteirão, entre a Avenida, a Rua da Madressilva e a rua da atual Junta de Freguesia – era a chamada Vivenda Leão.Desde já posso dizer que esta freguesia sempre teve falta de duas coisas vitais para as pessoas – espaços verdes e espaços culturais. E desengane-se quem pense que as culpas morrem solteiras – não! – as entidades locais – quer a CMS, que a Junta de freguesia, fizeram o quê, não só para dinamizar aquele espaço em Mem martins, como para dinamizar os espaços culturais em Sintra e Portela. Ainda hoje, o Sintra Cinema está às moscas, numa zona, onde passa imensa gente, com um edifício da CMS cheio de funcionários mesmo em frente. O que não há é vontade política nenhuma, de chamar as pessoas responsáveis à pedra, porque têm responsabilidades e devem pensar que as pessoas se esquecem, que não querem saber. Hoje em dia, o sentido comunitário é muito débil, já ninguém se junta para fazer nada, para fazer frente, para chamar as televisões, para envergonhar quem é responsável pelo estado degradante a que todos estes edifícios chegaram. As populações não merecem nada e as +essoas continuam a votar nesta gente incompetente para imensos assuntos, especialmente naqueles que dizem respeito a juntar as pessoas em prol de objetivos comuns – costuma-se dizer que os políticos populares querem dividir, para reinar – pois é isso mesmo que continua a acontecer. Mas ainda vou recordar um episódio que se passou com a Quinta Butler. Essa quinta ficava em frente à minha escola primária – o Externato Rainha Santa Isabel. Todos os anos fazíamos lá algumas actividades ao ar livre e um piquenique. Um espaço frondoso, cheio de árvores magníficas, mesmo no centro de Mem Martins – tínhamos acesso a entrar nos dias combinados e era um regalo! Quando, uns anos mais tarde, começou a correr o boato de que a quinta poderia ser vendida, e já lá vão muitos anos, enviei uma carta para a JFreguesia e CMS, para que averiguassem da possibilidade de o Estado comprar a propiedade ou parte dela, para fazer um Parque Verde em Mem Martins, porque literalmente não havia nada, nada de nada – toda a gente construiu vivendas e prédios de 3 andares, mas as entidades estatais não fizeram nada, a não ser tratar de saneamento básico, e por muitos anos, houve problemas de abastecimento de água no verão. Chama-se a isto, más políticas, mau planeamento, e a prática da política das aparências e do remendo. Uma freguesia com imensa gente, vai para mais de 40 anos e que nunca fez planeamento de nada e nunca chamou as populações a participar, não faz nem nunca fez verdadeiro serviço às comunidades, verdadeiro serviço público. O meu pedido caiu em saco roto e hoje, bem se pode ver o que aconteceu à Quinta Butler (!!!).A freguesia está uma sombra do que já foi, há imensos edifícios abandonados, lojas fechadas, um desmazelo ensurdecedor. Algueirão-Mem martins é uma sombra do que foi, onde havia vitalidade e gente, agora não há nada, e sobretudo, o comércio local foi muito afetado, as pessoas não têm ligação, não se conhecem os donos das lojas pelos nomes, não há nada, um fio condutor, nada. Já não moro lá, mas dói, quando lá vou, ver que a freguesia deixa muito a desejar e quem deveria ter um papel de ligar e fazer pontes para resolver os problemas reais das pessoas, está onde?????

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