Há duas pequenas ruas lisboetas, paralelas e vindas do Norte que embarram num muro lateral do cemitério dos Prazeres. Num só parágrafo de livro esgotado há décadas, A Nossa Lisboa, os olisipógrafos Matos Sequeira e Pastor de Macedo perguntaram: “Sabe o leitor como se chamam?” E os próprios deram a resposta, quase seca, sobre o nome das duas ruas: “Gervásio Lobato e André Brun, os dois grandes humoristas portugueses.”

Quer dizer, dois sábios sobre Lisboa, que poderiam, cada um deles, escrever calhamaços acerca de cada um dos citados humoristas, preferiram iluminar o pormenor. Falavam de quem passara a vida a escrever para os lisboetas rirem. Um em Lisboa em Camisa, outro em A Maluquinha de Arroios, os dois em dezenas de outras peças teatrais e folhetins nos jornais, livros e textos avulsos que chegaram à rádio, cinema e televisão… Mas os eruditos arrumaram o assunto numa penada, porque ele merecia o único foco da atenção.
Matos Sequeira e Pastor de Macedo deram por uma ironia extraordinária e serviram-na simples. As homenagens póstumas com nome de rua costumam ser cerimónias solenes. Nunca mais fui a uma sem levar comigo a imagem de Gervásio Lobato e André Brun, hirtos e paralelos, a acabar, se não com os pés, mas com a tabuleta do respetivo nome a apontar para a cova. Graças A Nossa Lisboa, a das “novidades antigas dadas ao público” soubemos disto.
Entretanto, estudo o método. Escolher um lugar, praça magnífica ou esquina humilde (ou duas ruazinhas paralelas), e, aí, procurar o pormenor. Este é escolhido com uma condição: pormenor, sim, mas se não for enorme, não entra. Só entra quando as suas gargalhadas souberem conviver com ciprestes, cruzes e jazigos.
Lisboa é para ser contada para o lado para que estiver virada, umas vezes ligeirinha, outras, não; pois ela é capaz de dar para o dramático, e até para o trágico. Sendo certo, quem dirige o que se passa e o que é contado, é a maestrina, Lisboa.
Então, novo episódio, Fala-me de ti, anúncio em pedra! Ou, para irmos mais certeiros ao assunto, Fala-me de ti, Buíça!
De todas histórias até agora contadas, esta é a que está centrada no mais pequeno espaço de Lisboa. Na hoje chamada Praça Dom João da Câmara, entre a estação do Rossio e a Praça do Rossio, na parede de um prédio há um anúncio de letras cinzeladas na pedra e marcadas a negro. Largo como um cartaz de tourada, mas mais alto, apregoa: “Espingardas – Revolwers – Pistolas – Cargas – Todos os accesorios – Caçadores – Artigos – Para – Esgrima”.

É de uma espingardaria que ainda lá existe, com a porta nº 3. Espingardaria Central. Ao lado dela fica o citado anúncio, antes da porta 5, que foi o Café La Gare, mais do que centenário. Os nomes do café foram mudando – até este verão de 2025, quando mudou para outro ramo irrelevante nesta história. O que interessa é o anúncio de pedra, entalado entre duas portas e num dos passeios mais concorridos da cidade, estar ali há bem mais de um século.
Apesar de, por vezes, os transeuntes encherem o passeio, os três produtos mais alto anunciados – espingardas, revólveres e pistolas – nunca ficam escondidos, estão acima de cabeça de homem.

Mas quando já tudo parece caminhar para um tiroteio pegado, se calhar é preciso dizer: a história que estamos a contar passou-se em Portugal, em 1908. E o lugar que hoje se chama Praça Dom João da Câmara, chamava-se então Largo de Camões. Não, não eram esses, nem o largo da estátua, nem o Camões de Os Lusíadas.
A praceta entre a estação de comboios e o Teatro Dona Maria II, que se chamava então Largo de Camões, homenageava o famigerado “Camões do Rossio”. O Caetano José Souto-Maior que foi juiz do “Crime na Mouraria” e poeta obsceno, do séc. XVII, cuja presunção de ser o Camões do Rossio foi gozada numa peça teatral em que Garrett colaborou.

Quer dizer, os nossos sábios Matos Sequeira e Pastor de Macedo, só pela toponímia, Largo de Camões, que eles sabiam ser do Camões do Rossio, talvez chamassem a atenção: “Sabe o leitor o que escreveu este bufão?”
E haviam de falar de A Martinhada, uns versos dedicados ao hiperbólico pénis do abade Martinho que foi confessor de D. João V, rei do nosso Século das Luzes.
Mas não, o pormenor que marca esta história, Lisboa assim o quis, é o anúncio de pedra e gatilho, não o despropósito da tabuleta da praça.
Na madrugada de 1 de fevereiro de 1908, um sábado, Manuel dos Reis da Silva Buíça, de 32 anos, professor, descia as Escadinhas da Saúde. Antes descera do seu 4º andar, esquerdo, a pé, não havia elevador, e pelas pedras da calçada, não havia escadas rolantes. Deixou em casa a sogra a tomar conta dos filhos, Elvira Celeste, de 7 anos e um bebé de cinco meses, também Manuel. A mulher, Hermínia, morrera há pouco, no parto.
Ele era de Vinhais (Trás-os-Montes), município que nesse tempo tinha vinte mil pessoas e vários com nome de Buíça, só filhos do abade Abílio, pai do Manuel barbudo, eram oito. Hoje, são sete mil habitantes e nenhum com tal apelido. Pelos números, cheira-me que esta descida de escadinhas vá acabar em drama, ou pior.
É certo que Matos Sequeira e Pastor de Macedo, pela História, Lobato e Brun, pela graçola, haviam de gostar era o raio do nome do homem que descia: Manuel dos Reis! Pois, pois, “dos Reis”, ele que, naquele dia, descia exatamente para matar a monarquia.
Os passos, são fáceis de encontrar, não se escondiam. Pode saber-se quantos, dos degraus do 4º andar até à porta da rua, nº 4, e de todos pelas escadinhas, de lá perto da esquina, em cima, com a rua Marquês de Ponte de Lima, descendo até à rua da Mouraria.
Nessa manhã, era sábado, não foi ao Colégio Nacional, na rua das Pedras Negras, 24, a dois passos de casa. Mas foi a Xabregas, onde os conjurados decidiram ir ao Terreiro do Paço, onde chegaria o rei Dom Carlos, vindo de férias em Vila Viçosa, Alentejo. Daquele dia todo sabemos por onde Manuel Buíça andou e passou e acabou já pela tardinha.
Buíça era do tipo de ir ao tabelião da rua do Crucifixo, na Baixa (outra característica, ele era de perna-curta, andava sempre por sítios próximos), quatro dias antes da descida das Escadinhas, onde o encontrámos, e fazer uma espécie de testamento em que insinuava poder morrer em breve. Deu a identidade, a morada e assinou. E isto de um vociferante revolucionário de café, também da Baixa, e no dia em que tinha sido abafada uma intentona contra o Governo, a 28 de janeiro de 1908.
Retomando, ele passou pela esquina que a rua da Mouraria fazia então com uma rua Martim Moniz que já não existe. À direita, ficava a gentil capelinha da Nossa Senhora da Saúde, e os recentes carris do elétrico vindos da Baixa, inaugurados dois anos antes, 1906, viravam ali, onde hoje é praça.
Nessa esquina, a Ourivesaria da Guia, oito portas e magníficas montras. Um quarto de século antes de se cruzar com aquele dia aziago, já ela era um dos melhores mostruários de joias de Lisboa. Vitrinas expunham serpentinas e salvas de prata e, lá dentro, brincos, anéis e colares. Porque não acabou logo ali a jornada, o Manuel Buíça? Ele partia umas vitrinas, ousava abrir uma porta, enchia o bolso de joias, fugia para a França e, hoje, haveria Buíças em Vinhais.
Não aconteceu assim e não foi melhor. Pelas duas da tarde, com Alfredo da Costa, outro conspirador, almoçou no café Gelo, a dez minutos a pé de casa, com porta para Rossio e traseiras esconsas, dando para a rua, hoje, 1º de Dezembro. Depois, Buíça foi buscar a carabina Winchester e o varino, gabão para a esconder.

Era uma Winchester de 1907, encomendada nova e da Alemanha, levantada na espingardaria que, ao lado do café Gelo, virando a esquina, dava para os já nossos conhecidos anúncio e espingardaria. Ainda hoje está lá a firma e o anúncio em pedra, letras cinzeladas e marcadas a negro, à porta do, então, Largo de Camões, nº 3: “Espingardas – Revolwers – Pistolas…” Não se detenham em estranhezas menores, não se discute com revolwers, mesmo com “w”.
O Largo de Camões ter entrado na toponímia da capital, com a agravante de fazer confusão natural com um dos nomes maiores da cidade, explica a razão do tabelião Motta da rua do Crucifixo não dar crédito a tudo que ouviu e autentificou.
Por falar em confusão, quem fez a encomenda da Winchester e outras armas na espingardaria do Largo de Camões e pessoalmente as levantou, foi Francisco Correia de Herédia, visconde da Ribeira Brava. O visconde era republicano, encomendara as armas para derrubar o primeiro-ministro João Franco, um estropício que aconselhava mal o rei D. Carlos.
A 28 de janeiro de 1908, uma terça, o golpe saiu furado, as armas extraviaram-se, caíram em mãos mais radicais. E estas pensaram (pensam, as mãos?): já agora, porque não o rei? E assim foi, logo no sábado seguinte, só quatro dias passados. Daí o 1 de fevereiro, com que começámos esta história. O visconde não saberia do upgrade, tanto assim que, tendo acontecido o regicídio na data marcada, ele não foi implicado. Coincidência costumeira de país onde tudo anda ligado: Francisco Correia de Herédia é trisavô de Isabel de Herédia, casada com Duarte Pio de Bragança, atual pretendente ao trono português.

A 1 de fevereiro, três da tarde e os conjurados estavam no Terreiro do Paço. Pouco passava das cinco, nesse sábado de inverno sem muito povo na Baixa, o rei D. Carlos, a rainha D. Amélia e Luís Filipe, o príncipe herdeiro, vindos do Barreiro, de vapor e de férias, desembarcaram na Estação Fluvial. O príncipe mais novo, Manuel, que os esperava, juntou-se-lhes na carruagem de capota descida, no regresso ao Palácio das Necessidades. Antes, o rei falou brevemente com João Franco que o fora saudar.
Manuel Buíça já lá estava, de plantão e matador. Despira-se de professor primário, não tinha nada para ensinar, já era e só o antigo instrutor de tiro no quartel de Bragança. Nem deu conta (não? nas conjuras nunca há certezas) de o chefe do Governo João Franco (o alvo único de ainda quatro dias antes, não era?) estar ali também. Ali, na praça mais aberta e quieta que a carruagem, que, aliás, até estava já em andamento.
Buíça deixou que ela passasse por ele.
Os cavalos iam entrar na Rua do Arsenal, Buíça pôs um joelho em terra, apontou a espingarda Winchester à nuca do rei e matou-o. O segundo tiro com mesmo destino já foi mero desperdício. E com ele Buíça desfez a cara de Luís Filipe, 20 anos.
Uma mãe de pé, na carruagem a galope, esgrimia com o que tinha à mão, um ramo de flores.

Manuel Buíça foi morto ali. Aquilino Ribeiro, que era seu compadre, padrinho do bebé que dormia nas Escadinhas da Saúde, descreveu-o em Um Escritor Confessa-se (escrito em 1960): “Galante, franco, liberal, corajoso, blasonador, incoerente muitas vezes, parlapatão mais de uma, sem equilíbrio na vida, sem disciplina moral.”
Aquilino conhecia os dois homens que dispararam sobre a carruagem real, Alfredo da Costa e Manuel Buíça, e era padrinho do bebé deste último. No tão estranho testamento ao tabelião, Buíça cita o escritor, que nessa altura andava fugido. Três meses antes, em novembro, no quarto de Aquilino Ribeiro, na rua do Carrião que vai ter à rua do Passadiço, um anarquista morreu quando enchia de pólvora maçanetas de cama. No próprio dia do regicídio, Alfredo Costa visitou o quarto de Aquilino, na rua Nova do Almada, onde este se refugiara.
Nas fotografias, Buíça morto apareceu no chão, meio encostado a uma parede, sem nada para dizer. Não podia e não tinha. Quer dizer, tinha boa pontaria, mas mesmo isso – ser boa uma pontaria – era e é tão discutível. Os desenhadores, que precisam de um bocadinho de coração para trabalhar e de mais inteligência que um gatilho, esses encheram as capas das revistas de todo o mundo com uma imagem forte: num landau sem capota, uma mulher de pé, abanando um ramo de flores.
A Buíça, mais de um século depois, precisamos de perguntar tanta coisa sobre o que fez. À mulher, não precisamos.

Outro assunto, que é o mesmo, sobre vítimas: no nº 4 das Escadinhas da Saúde, no 4º andar, esquerdo andar, ficou uma menina de 7 anos e um bebé de cinco meses, órfãos. Eis outros dois assuntos de que quase nada se falou.
Outro. Dez meses depois, o novo rei D. Manuel II regressava da sua primeira viagem ao norte. Tentava salvar um regime que não merecia ser salvo. A 4 de dezembro de 1908, muita gente enchia a entrada da Estação do Rossio e o largo vizinho que a separava da Praça do Rossio, a já falada Praça de Camões (o tal…), nome parvo que não parecia merecer grandes acontecimentos. E, no entanto…
Esperava-se o jovem rei, vindo do Porto. Chegar a Lisboa e subir para uma carruagem que o conduziria ao Palácio das Necessidades. E a carruagem ser, como a outra, sem abrigo nem teto. E dar as costas como o pai dera ao desconhecido. E, desta vez, sem ter o irmão mais velho ao seu lado, nem a mãe, defronte, sentada mais o ramo ainda só flores… Alguém pensou nisso, entre ministros, caixeiros e cocheiros?
O novo chefe do Governo, almirante Ferreira do Amaral, sentou-se com Manuel II à direita, os dois sozinhos no landau descoberto. O rei vestia farda militar de gala com dragonas douradas nos ombros e chapéu de plumas, o que só acentuava o facto mais evidente: aquele Manuel acabara de fazer 19 anos. Há uma foto da marcha inicial, de volta a casa, naquela tarde.
A carruagem que arrancou da estação de comboio ia a caminho da praça do Rossio. Na esquina inicial do prédio à direita, havia três portas debruadas de enfeites arquitetónicos que punham fim ao desleixo de uma velha editora que abandonara o local havia meses. Iria ser mais um café, o La Gare, que ainda não era, mas isso era irrelevante. Como era o primeiro andar do prédio ter as janelas cheias de senhoras com chapéus coquetes para ver o reizinho passar.
O importante era a última das três portas já ultrapassadas pela carruagem real ser a nº 5 da praça. E a seguinte, a nº 3, ser de uma espingardaria. E entre as duas, haver um anúncio em pedra: “Espingardas – Revolwers – Pistolas…” Sei lá se o rei viu, mas o rapazito da carruagem viu. Na foto, a mão direita de luva branca cumprimentava a multidão – apontamento de reportagem. Na foto, a mão direita de luva branca escondia uma dor – a vida tal qual ela é.

Em agosto de 1930, o jornalista Mário Domingues da revista Repórter X, “semanário de grandes reportagens”, descobriu “o paradeiro de D. Elvira Celeste da Costa Buíça, filha do homem que, há vinte dois anos, desfechou a sua carabina sobre o príncipe Luís Filipe.” Interessante a memória do repórter recordar o jovem, mas não o rei, também morto. Domingues quis, iremos ver, sublinhar o caso humano e não o ato político.

Mário Domingues foi um escritor de toda a vida, entre jornais e livros, um dos mais prolixos autores portugueses. Anarquista, assim chegou ao 25 de Abril, combateu sempre a violência.
Naquele dia bateu à porta de “uma casinha minúscula e alpendrada, a cujas janelas assomam vasos floridos, no Bairro Grandela, próximo de Benfica.” (Ainda existe). “Veio abrir, uma senhora pobremente vestida, de estatura meã, olhos claros e loura como uma inglesa. Perguntamos por D. Elvira Buíça. Era ela própria.”
Durante a conversa do jornalista e a mulher, um garoto de meses constantemente interrompia agarrando-se-lhe às saias. A mãe, desvanecida, diz do miúdo: “É assim muito claro e louro!” E Elvira adianta outra informação: “O pai é da sua cor.”

Mário Domingues vê-se obrigado a informar, entre parenteses: “(Previne-se os leitores, que o ignoram, de que o autor é mulato)”. Mário Domingues nasceu na ilha do Príncipe, São Tomé, filho de português e mãe negra de Malanje, Angola. Parenteses, agora do jornalista da Mensagem: (Previne-se os leitores, que o ignoram, de que Domingues tinha confluência genética igual à de Almada Negreiros, meia dúzia de anos mais velho).
E porque entrevista é conversa, a conversa prosseguiu: “Sou mesmo casada com ele”, diz Elvira ao jornalista. Este prossegue: “E quis ir procurar a papelada oficial com que essas coisas se provam, o que dispensamos por acharmos que em questões de amor a chancela do Registo Civil é, em muitos casos, dispensável.”
E porque as conversas são comunicação, o jornalista Mário Domingues teve um prémio: “Há uma nota curiosa, que D. Elvira focou, com um sorriso de ironia: o marido, que é segundo me disse um rapaz modesto, trabalhador e amigo do lar, chama-se João Franco.”


João Franco, o político que de alguma forma marcou o destino trágico de Elvira Buíça, sem que desta ninguém quisesse saber a opinião, até aquele dia. Na casa do bairro Grandela, junto à Estrada de Benfica, outra aparição loura. Outra filha também? “É”, respondeu a mãe.
– Ainda tenho outra mais crescida. Mas as duas mais velhas são de outro pai, um homem com quem vivi e que me abandonou. Não tinha dinheiro para as sustentar, tentei envenenar-me com arsénico por causa do fardo da vida.
O jornalista apontava-lhe as frases. Enigmáticas, “se eu tivesse calças…” Comoventes, em filha de Manuel Buíça: “Eu desejei ser professora.” Recordação de uma mão estendida: “Tenho vindo aos trambolhões, apenas o sr. Francisco Grandela me deu casa…”
Ao despedir-se, Mário Domingues, o jornalista que tantos olhares nos deixou de Lisboa, disse-nos:
“Nesse momento, a recordação do pai, que por numa tarde de fevereiro desfechara a carabina, perpassou em estranha imagem pelo nosso cérebro e pareceu-nos que a bala da sua carabina esfacelou a existência daquela órfã.”
A frase não é fácil, li-a, reli-a e concluí que não era nada que eu já não tivesse pensado.
Nesta série da Mensagem, “Fala-me de ti, Lisboa”, Ferreira Fernandes (texto) e Nuno Saraiva (ilustração) percorrem lugares de Lisboa e contam as histórias, coincidências e personagens que fazem de uma cidade, uma cidade. Um atlas histórico, de memórias e cruzamentos temporais, em 20 episódios, espalhados por todos os bairros de Lisboa. Tem o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.

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