Este artigo faz parte de uma série de jornalismo ambiental com foco no concelho de Setúbal.

É o resultado de uma parceria com a Câmara Municipal de Setúbal e integra as Jornadas de Ambiente do município.

Com vista panorâmica sobre o Estuário do Sado, o terraço do Fórum Luísa Todi foi palco de uma conferência ambiental aberta à comunidade local. Quem se deslocou à sala de espetáculos do município de Setúbal assistiu à gravação de um podcast ao vivo e ficou a conhecer, em primeira mão, a história de vários projetos ambientais em curso no concelho, através de uma sessão de jornalismo ao vivo.

“O Ambiente Vive-se Aqui” foi o mote para a conferência que se realizou no âmbito das III Jornadas de Ambiente de Setúbal e contou com uma programação coordenada pela Mensagem de Lisboa.

Ao palco, subiram histórias de projetos locais como o Cozinha Vizinha, que promove almoços comunitários, ou o Prá Rua, um projeto que promove a brincadeira na rua, através da ocupação e apropriação de espaços públicos.

Num território com 60% da sua área protegida, a tarde dedicada ao ambiente iniciou-se com uma intervenção de Carla Guerreiro, vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal.

“As grandes mudanças ambientais acontecem a partir do local, dos territórios onde as pessoas vivem, trabalham, sonham e lutam. Setúbal é há muito um território onde as questões ambientais são profundamente sentidas e onde o compromisso com a sustentabilidade é real.”

Carla Guerreiro, vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal. Foto: Mateus Santa Rita

Em palco, seguiu-se a gravação de um episódio do podcast ambiental Setúbal, o efeito da borboleta abriu a programação da conferência, com a participação do geógrafo e ambientalista José Luís Zêzere, o geógrafo e especialista em ordenamento ecológico José Carlos Ferreira e a bióloga Cristina Coelho, chefe do Gabinete de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável e Emergência Ambiental no município de Setúbal. O debate foi moderado pela diretora da Mensagem de Lisboa, Catarina Carvalho e será disponibilizado brevemente.

Durante a tarde, passaram ainda pelo terraço do Fórum Luísa Todi alguns projetos ambientais do concelho de Setúbal que já aqui foram alvo de reportagem – casos do micro-bosque criado no recreio da Escola Básica do Montalvão por crianças do concelho e do livro sobre alterações climáticas escrito por alunos do 6º ano da Escola Básica Barbosa du Bocage.

Pela voz de Gonçalo Silva, biólogo, investigador e fundador da Mardive, foram dados a conhecer os esforços para conservar as populações de cavalos marinhos do Estuário do Sado.

Rita Saldanha Serra, jornalista ambiental e residente no concelho, destacou o legado e a influência de Luiz Saldanha, seu tio e biólogo marinho que dedicou parte da carreira ao estudo da região de Setúbal e dá nome ao Parque Marinho Professor Luiz Saldanha.

A sessão de jornalismo ao vivo serviu ainda de palco à história de Maria Romeiro, trabalhadora nos ferries que fazem a ligação entre Setúbal e Tróia e que, todas as manhãs, fotografa o nascer do sol em Setúbal.

A conferência “O Ambiente Vive-se Aqui”, dinamizada no âmbito do PRR, Comunidades em Ação, candidatura OIL – Operação Integrada Local na União das Freguesias de Setúbal, Coesão Socio-territorial Através das Margens, terminou com um sunset musical a cargo de DJ Monchiquito e com o apoio da Casa Ermelinda Freitas.



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