Começou esta quinta-feira, 23 de setembro, o Bairro em Festa, no Antigo Quartel da GNR, no Largo do Cabeço de Bola, em Arroios, com concertos, espetáculos, exposições e uma feira de arte. A festa continua, durante três dias, com entrada gratuita para todos os eventos. Todas as atividades requerem, no entanto, uma reserva através de uma pré-inscrição de um formulário disponível na página de cada evento no site oficial do festival. A iniciativa cultural convida a todos ao “enorme e animado encontro coletivo que é o Bairro em Festa” e que quer juntar vizinhos e gente de Lisboa e arredores, neste espírito comunitário, com a cultura no centro.

O ilustrador e professor lisboeta Nuno Saraiva foi convidado pelo LARGO Residências para apresentação da exposição “Diário de Uma Quarentena em Risco”, com 40 cartoons dos 120 realizados durante uma quarentena voluntária entre março de 2020 e março de 2021. A apoiar a produção da exposição estiveram Ana Casimiro, Diogo Dionísio, Catarina Chaves e Daniela Augusto.

O que “começou por uma brincadeira”, depressa se tornou numa interpretação gráfica da “incerteza dos tempos em que vivemos”. Com a necessidade de criar sem um “propósito final”, o ilustrador mais famoso de Lisboa, e também colaborador da Mensagem, desafiou-se a produzir todos os dias uma ilustração que reproduzisse os acontecimentos políticos, económicos e sociais que a crise sanitária evidenciou. E assim o fez, durante um ano, opinando através de cartoons sobre a forma como “a sociedade é crítica de si mesma” nos tempos de incerteza e risco.  

O Diário vai ser reproduzido pela Editora Ponto de Fuga, com lançamento previsto para o início do mês de novembro. Para além da exposição, Nuno Saraiva foi convidado, com vários artistas, para a exibição das suas obras na Feira de Arte, apresentando ao público fine prints assinados para venda.

A cooperativa cultural convidou também sociólogo digital, artista visual e ativista gráfico Rodrigo Ribeiro Saturnino (AKA ROD) para apresentação de Injustaposição, uma exposição/instalação que convida “à escavação social”.  As duas exposições decorrem em permanência das 15h às 23h, de 23 a 26 de setembro.


Nascida em Braga, Júlia Mariana Tavares fez de Lisboa casa, com vontade de contar histórias desta cidade cosmopolita e multicultural. Finalista de Ciências da Comunicação da Faculade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa, está a estagiar na Mensagem de Lisboa. Texto editado por Catarina Pires.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *