Houve um tempo em Lisboa em que as ruas pertenciam às crianças. Corriam em liberdade, inventavam jogos, misturavam-se entre vizinhos e enchiam as tardes de brincadeiras até que uma voz, vinda da janela, as chamasse para casa. Hoje, essas memórias sobrevivem apenas na lembrança dos mais velhos — a cidade já não oferece às crianças […]
