
É jornalista, investigadora do Instituto de História Contemporânea e doutorada com uma tese sobre sas vítimas portuguesas do Franquismo na Galiza e Astúrias. Fez investigação e reportagem para a imprensa escrita, TV e cinema. Escreveu o livro Prisioneiros Portugueses na I Guerra Mundial (Saída de Emergência). Nasceu na Figueira da Foz, vive em Lisboa, e quando anda na rua olha para as fachadas dos prédios. Tem 47 anos.
“A Mosca” chegou, voou e picou a censura
Um artigo sobre hippies, ilustrações com “bonzos” e um passatempo publicados no suplemento “A Mosca” levaram os Serviços de Censura a punir o “Diário de Lisboa” com uma multa de três contos, em Fevereiro de 1970. No mesmo mês, o director-geral da Informação entendeu que o “ambiente” aconselhava a “descompressar” e ilibou o jornal. “A Mosca” picou e voltaria a picar.
“Digam e denunciem ao nosso visitador”: as devassas em Lisboa
Milhares de páginas de manuscritos, dos séculos XVII e XVIII, revelam a vida privada da população de Lisboa, os “pecados públicos” e os vícios secretos do mundo profano. Mas também do meio religioso. São as “Devassas” guardadas no Arquivo Histórico do Patriarcado de Lisboa.
Concursos de mini-saias: como se estimulava a leitura de jornais nos anos 80
No final do decénio de 80, a campanha “Ler jornais é saber mais”, organizada pelo Conselho de Imprensa para combater a iliteracia mediática junto dos jovens, teve um adversário que promovia o “consumo crítico dos media” em matinés nas discotecas da Grande Lisboa.
A I República e Pombal: o eterno descanso do Marquês sobre o bronze dos jesuítas
Foi um processo que durou sete anos, 24 governos, várias derrapagens orçamentais e um entalhador vagaroso. Quando a I República decidiu ‘canonizar’ o Marquês de Pombal e dar-lhe uma última morada “condigna”, fê-lo contra a vontade da família e reciclou o bronze dos sinos das casas da Companhia de Jesus e as pratas das casas religiosas.
História de uma bengalada: quando um anarquista agrediu Pinheiro Chagas por um artigo de opinião
Em Oitocentos, muitas desinteligências resolviam-se em duelos ou com variantes de pancadaria. Numa tarde de Fevereiro de 1888, o deputado e escritor Manuel Pinheiro Chagas caiu redondo e ferido junto às Cortes depois de levar com uma bengala de ferro na cabeça. O agressor era um anarquista que ficara irado com um texto de Chagas. Contemos o sucedido.
Terramoto de 1755: a menina que sobreviveu nove dias sob os escombros da Mouraria
O grande sismo que ocorreu na manhã de 1 de Novembro destruiu a paróquia de Nossa Senhora do Socorro. Na rua dos Canos, Dionísia, com cerca de 14 anos, viu os edifícios caírem e ficou soterrada. Sobreviveu no escuridão, sem comida e bebida, durante mais de uma semana e foi salva sem lesões. O oratoriano que contou a sua história escreveu que foi mercê de Santo António.
Carta de um anónimo em outubro de 1910: a revolução republicana vista de uma janela do Bairro Alto
Num manuscrito que encontrámos no Gabinete de Estudos Olisiponenses, uma testemunha da revolta republicana escreve sobre o que viu e ouviu desde a rua dos Douradores, onde trabalhava, e da janela de sua casa, na colina de São Roque. Furou barricadas e a rotina.
O caso do livreiro da Rua do Ouro: um livro medieval recuperado no Liberalismo
Em 1838, um livreiro francês, com loja na rua do Ouro, tentou vender à Biblioteca Nacional uma obra quinhentista que era propriedade do Estado. O caso mereceu a intervenção da Procuradoria Geral da Coroa e a devolução foi decidida por um tribunal.
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