A Mensagem de Lisboa celebra cinco anos com um festival no CCB – Centro Cultural de Belém. Dois dias de histórias, jornalismo ao vivo, música, fotografia e ideias para a cidade, com os protagonistas de Lisboa em palco.

Sobre o Festival

Lisboa sempre falou muito. Fala a mercearia que resiste, a vizinha que conhece o bairro inteiro, o prédio que esconde o jardim de vizinhos sem nome, o cozinheiro que alimenta dezenas de pessoas sem ninguém saber o nome dele. Fala baixinho, às vezes. E, tantas vezes, sem ninguém reparar, no lufa lufa do dia a dia.

cinco anos, a Mensagem de Lisboa decidiu parar para ouvir. Agora, vamos pôr no palco algumas dessas histórias e convidar a cidade a assistir.

Nos dias 20 e 21 de junho, o Centro Cultural de Belém (CCB) será a casa do Festival de Histórias Verdadeiras. Durante dois dias, as histórias saem do ecrã para ocupar palcos, corredores, salas e conversas. Um festival onde o jornalismo se mistura com música, fotografia, literatura, desenho, rádio, ideias para Lisboa e encontros improváveis entre pessoas que talvez nunca se cruzassem. Com entrada livre e gratuita. No centro de tudo estará aquilo que a Mensagem foi aprendendo a fazer ao longo destes anos: contar histórias ao vivo.

Quando a Mensagem de Lisboa começou a pôr gente comum em palco, houve quem estranhasse. Levar os protagonistas das histórias para o palco? Pôr vizinhos, completos anónimos, a contar a cidade diante de uma plateia? Pois, as salas encheram-se: o Jornalismo ao Vivo da Mensagem, modelo pioneiro em Portugal, esgotou oito vezes o Teatro São Luiz entre 2024 e 2025, por onde passaram mais de 180 histórias diante de mais de mil espectadores. Em 2026, encheu também o Cine-Teatro Turim, em Benfica.

Porque talvez, no meio de tanta pressa, ainda haja fome de histórias contadas olhos nos olhos.

É assim que o festival começa, no dia 20 de junho (sábado), às 10 horas: com uma conversa sobre esta ideia de reinventar a forma de contar notícias. How live journalism is reinventing the news junta experiências internacionais de quem está a fazer jornalismo ao vivo, exemplos vindos diretamente de Espanha e da Alemanha. A sessão conta com o apoio da Visapress, do Goethe-Institut Portugal e do CENJOR, e permitirá o acesso a certificado de formação para quem se inscrever previamente nesta talk-workshop.

Depois, chamamos fotógrafos a contar como conseguiram aquela imagem que ficou na memória de todos, numa sessão com o apoio da Leica Portugal. E seguimos com conversas sobre factos, verdade e o lugar do jornalismo num mundo cansado de ruído.

Há também espaço para imaginar a cidade que ainda não existe: convidamos cidadãos a apresentar ideias para Lisboa, num formato inspirado no “Shark Tank”. A proposta é simples: qualquer pessoa pode pensar um objeto, uma solução ou uma pequena invenção capaz de melhorar a vida na cidade. Um banco, uma sombra, um abrigo, uma mesa, um detalhe que mude a forma como nos encontramos no espaço público. As cinco melhores propostas serão apresentadas ao vivo no festival, no dia 21 de junho. E a ideia vencedora poderá mesmo vir a ganhar lugar na cidade. As inscrições abrem dia 24 de maio, nas plataformas da Mensagem de Lisboa.

O Festival de Histórias Verdadeiras, da Mensagem de Lisboa, vai acontecer no CCB – Centro Cultural de Belém

O palco da sala Luís Freitas Branco verá acontecer duas sessões de histórias ao vivo (nos dias 20 e 21): serão os protagonistas do melhor jornalismo da Mensagem, ao vivo.

Mas é no Jardim das Oliveiras do CCB, no dia 21 de junho (domingo), às 11 horas, que pela primeira vez a Mensagem vai fazer Jornalismo ao Vivo para crianças. Uma sessão pensada para miúdos dos 6 aos 12 anos, porque também se pode aprender cedo que as cidades são feitas de pessoas – e que ouvir os outros talvez seja uma das formas mais importantes de crescer.

A festival fecha com a inauguração do formato-piloto “Música com legenda”: numa sala, um artista desmonta um álbum canção a canção, contando as histórias, os lugares e as memórias escondidas por trás da música. Uma conversa íntima, quase de sala de estar, seguida de um mini concerto para apenas 20 pessoas (mediante inscrição). A sessão irá homenagear um grupo e álbum icónico, numa conversa conduzida por Ricardo Farinha.

E porque estamos no bairro, será a Rádio Belém a fazer emissão em direto a partir do festival. E haverá a “Casa da Mensagem”, uma exposição de fotografias publicadas ao longo destes cinco anos, num lugar muito especial, desenhado com móveis cedidos pela Dona Ajuda. Como uma sala de estar aberta à cidade.

No fim, talvez seja isso este festival: uma sala aberta, com gente a ouvir gente. Que talvez também seja a maneira mais antiga – e ainda a melhor – de uma cidade se perceber a si própria.

Este festival é promovido pela Mensagem de Lisboa e pelo CCB, e conta com os apoios da Visapress, da Europa Criativa, do CENJOR, do Goethe-Institut Portugal, da Leica, da Why Not Soda e da Rádio Belém.

Programa

20 de junho (sábado)

Painel “How live journalism is reinventing the news”
Catarina Carvalho (diretora da Mensagem de Lisboa), Vera Peneda (European Journalism Centre), Christine Liehr (Headliner), François Musseau (Diario Vivo) e Ferreira Fernandes (Mensagem de Lisboa)
10h-13h
Sala Luís de Freitas Branco

(em inglês, com possibilidade de tradução)
(abertura de inscrições para acesso a certificado de formação: em breve)

Conversa Leica: as histórias por trás das melhores fotografias
Um encontro entre fotojornalistas e as suas histórias de como tiraram as suas melhores fotos.
Com Magda Rodrigues Pinto (moderação) e fotojornalistas Rui Caria, Gonçalo Fonseca e Matilde Viegas
11h-12h
Sala Maria Helena Vieira da Silva

Jornalismo ao Vivo
Sessão de Histórias contadas pelos seus protagonistas, poesia, música, expressão dramática. As histórias que contam Lisboa e os seus bairros e habitantes.
Mais informações aqui
15h-16h30
Sala Luís de Freitas Branco

Conversa “Jornalismo e a Paixão dos Factos”
Moderação de Catarina Carvalho (diretora da Mensagem); convidados a anunciar
16h45-17h30
Sala Maria Helena Vieira da Silva

Sessão de Jornalismo ao Vivo para Crianças (6-12 anos)
Sessão de Histórias contadas pelos seus protagonistas sobre Lisboa, os bairros e as pessoas que vivem neles.
11h-12h
Jardim das Oliveiras

Pitch de Ideias para Lisboa
Apresentação das cinco propostas previamente escolhidas sobre ideias para a cidade.
Concurso de ideias abre a 24 de maio nas plataformas da Mensagem.
14h30
Sala Maria Helena Vieira da Silva

Jornalismo ao Vivo
Sessão de Histórias contadas pelos seus protagonistas, poesia, música, expressão dramática. As histórias que contam Lisboa e os seus bairros e habitantes.
Mais informações aqui
16h30-18h
Sala Luís de Freitas Branco

Música com legenda
Um grupo musical conceituado conta a história por trás de um álbum e as suas músicas. Evento intimista, até 20 participantes (inscrições abrem em breve).
Moderação: Ricardo Farinha
18h30-20h
Sala Vianna da Motta

Sobre Jornalismo ao Vivo

Sabia que uma sessão de jornalismo ao vivo pode equivaler a 3,6 milhões de segundos no Tik Tok? Com um impacto humano bem mais profundo? E que as histórias que se veem e ouvem ficam mais tempo na cabeça das pessoas do que aquelas que são lidas ou só ouvidas?

Há dois anos, a Mensagem de Lisboa decidiu fazer algo que parece quase revolucionário de tão simples: ir para uma sala de teatro, juntos, ouvir e ver histórias reais, curadas por jornalistas. Jornalismos ao vivo. Um formato inédito em Portugal – com as gentes de Lisboa e da Área Metropolitana de Lisboa no centro.

Chamamos-lhe “Mensagem ao Vivo”: sessões onde levamos os protagonistas das nossas histórias para palco, para as contarem pela primeira vez ao vivo, na primeira pessoa. Com sotaque, risos, lágrimas, música, poesia, teatro. Coube tudo em oito edições (esgotadas!) que fizemos acontecer no Teatro São Luiz, no Chiado, entre 2024 e 2025. Ao todo, subiram a palco mais de 180 participantes, de frente para mais de 1000 espetadores – nossos vizinhos. Em maio de 2026, o projeto moveu-se para os bairros: chegamos a Benfica, ao Cine-teatro Turim, para uma edição que cruzou as memórias da freguesia com o conceito de Liberdade – ainda no rescaldo das celebrações do 25 de Abril.

O jornalismo saiu da redação para se tornar um acontecimento coletivo.

Saiba mais aqui.

Concurso de ideias para Lisboa

Mais informação a partir do dia 24 de maio, nesta página

Inscrições para talk-workshop “live journalism”

A sessão “How live journalism is reinventing the news” dará acesso a um certificado de formação em jornalismo ao vivo, cedido pelo CENJOR, para quem se inscrever e comparecer. Mais informação sobre inscrições em breve, nesta página

Perguntas e respostas

Onde posso adquirir bilhetes?
A entrada no festival é livre e gratuita, por isso, não terá bilhética associada.

Posso reservar lugar nas sessões?
Apenas a sessão “Música com legenda” carece de reserva antecipada – abriremos a plataforma em breve. De resto, todas as sessões são sujeitas à disponibilidade das salas e a entrada feita por ordem de chegada. O nosso conselho? Chegue cedo!

O que é jornalismo ao vivo?
Não é bem teatro, nem é bem só jornalismo, é a junção das duas coisas. São histórias contadas pela Mensagem, em palco, ao vivo, narradas pelos seus protagonistas, em diversos formatos.

Que histórias vão estar em palco?
Os convidados de cada sessão de jornalismo ao vivo só serão anunciadas horas antes do evento. Teremos histórias de resiliência, histórias que desafiam a História (assim mesmo, com “H” maiúsculo) de Lisboa, encontros inéditos em palco e música, muita música. Prometemos: vale muito a pena ouvi-los!

Qual a duração das sessões?
Todas as sessões deverão durar entre 1h30 a 2 horas.

Há transmissão online?
Este é um evento irrepetível, pelo que não haverá transmissão online.

Existe alguma limite de idade ou pré-requisito para assistir ao espetáculo?
Não. Aliás, no segundo e último dia do festival (domingo, 21 de junho), arrancaremos com uma sessão especialmente pensada para os mais pequenos – consulte o programa.

É permitido filmar o espetáculo?
Não.

Como chegar ao CCB?
O Festival de Histórias Verdadeiras acontece no Centro Cultural de Belém, em Belém.
Pode chegar facilmente de transportes públicos:
Comboio: estação de Belém (Linha de Cascais), a cerca de 10 minutos a pé
Elétrico: 15E
Autocarros: 727, 728, 729, 714, 751 e outros com paragem em Belém
Bicicleta: existe ciclovia junto ao rio e estacionamento para bicicletas nas imediações
Se vier de carro, há estacionamento pago no CCB e parques próximos, mas recomendamos transportes públicos sempre que possível.

Apoios

Este festival é promovido pela Mensagem de Lisboa e pelo CCB, e conta com os apoios da Visapress, da Europa Criativa, do CENJOR, do Goethe-Institut Portugal, da Leica, da Ordem dos Arquitetos, da Why Not Soda, da Rádio Belém e da Dona Ajuda.

A equipa

Coordenação editorial: Catarina Reis
Produção: Maria Maia e Katherine Fonseca
Comunicação: Raquel Lindner e Guilherme Cardoso
Concurso de ideias para Lisboa: Frederico Raposo
Histórias, ideias e curadoria: Ferreira Fernandes, Álvaro Filho, Sara Bassini, Tatiana Martins e Margarida Filipe
Ilustração: Nuno Saraiva
Direção: Catarina Carvalho

E toda a equipa de produção e comunicação do CCB – um muito obrigado!

Siga tudo nas redes sociais do Festival de Histórias Verdadeiras, aqui:

O jornalismo que a Mensagem de Lisboa faz une comunidades,
conta histórias que ninguém conta e muda vidas.
Dantes pagava-se com publicidade,
mas isso agora é terreno das grandes plataformas.
Se gosta do que fazemos e acha que é importante,
se quer fazer parte desta comunidade cada vez maior,
apoie-nos com a sua contribuição: