Fiumani tem tornado muito séria esta missão de assinar arte com lixo — espumas dos sofás deixados na rua, peças de carros abandonadas no mato, brinquedos partidos esquecidos à beira dos caixotes do lixo. Fiumani é Filippo Fiumani, tem 37 anos, 12 dos quais passados em Lisboa. É italiano, artista, ator. As obras dele trazem-nos um grande alerta.

Trabalhando entre a pintura, a escultura e a instalação, o artista mistura materiais encontrados no lixo com tecnologia. O resultado são peças que questionam o consumismo e o ritmo frenético da vida moderna. Por isso mesmo, o que recolhe do lixo não é apenas matéria-prima: é matéria de pensamento.

Cada brinquedo, cada pedaço de espuma ou metal tem uma história sobre o que descartamos — e o que isso diz sobre nós.

Vivemos “viciados em comprar” e as instalações dele funcionam como espelho disso: devolvem ao público a imagem de uma sociedade obcecada pelo novo, pelo rápido, pelo substituível.

“O meu objetivo é simples. Quero que as pessoas parem e pensem por elas próprias”, explica. Essa pausa, diz, neste mundo acelerado, é talvez o gesto mais revolucionário que a arte pode oferecer.

Conheça toda a história de Fiumani e saiba por que é um “Herói da Reciclagem”:

Produção e Entrevistas: Ana Narciso 
Imagem: Inês Pedrosa

Ilustrações: Nuno Saraiva
Direção: Catarina Carvalho 


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Ana Narciso

Ana Narciso tem 25 anos, vem de Rio Maior, mas vive em Lisboa desde os 18. Foi pelas histórias por contar que escolheu licenciar-se em Jornalismo. Durante o curso passou muitas horas na rádio e no jornal, que coordenou.


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1 Comment

  1. Há muitos anos que me radiquei em Angola, onde exerci funções de gestão em empresas no sector privado. As atividades ocupavam me muito tempo, não encontrando organização onde pudesse colaborar.
    Questão de saúde e tendo ficado mais livre encontrarei naturalmente oportunidade de colaborar pontualmente numa área como a Mensagem

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