Entre o frenesim do turismo e a agonia dos preços das casas, que tal se falássemos sobre o Amor na cidade? O primeiro encontro acontece às 18h30, no dia 29, quinta-feira, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa (Piso 6). E depois repete-se em todas as últimas quintas-feiras do mês. A entrada é gratuita e pode inscrever-se neste link.
Venha pensar Lisboa connosco, olhos nos olhos. Afinal, amar a cidade também é uma forma de a viver.
No primeiro encontro estaremos com o arquiteto Tiago Mota Saraiva, para perceber se ainda há espaço para o afeto no desenho da cidade, dos prédios às ruas. E se em vez de andarmos por aí a correr, olhássemos para quem vive no 3.º esquerdo do prédio em frente? A pergunta que lançamos é curta, mas dá que pensar: pode uma cidade ser desenhada para nos obrigar a gostar uns dos outros?

Vamos trocar as métricas do imobiliário pelas métricas do coração. Velho conhecido dos leitores da Mensagem, Tiago Mota Saraiva é um arquiteto que não se conforma com cidades que servem apenas para dormir e consumir. À frente da cooperativa Trabalhar com os 99%, o Tiago tem andado a “esgravatar” Lisboa à procura de lugares onde a comunidade ainda manda mais que o lucro.
Nesta conversa, vamos querer saber:
- Onde é que foram parar os bancos de jardim onde se namorava e se discutia a bola?
- Como é que se constrói um prédio onde os vizinhos não são estranhos, mas uma rede de segurança?
- Pode o modelo cooperativo ser o comprimido que cura a ansiedade de quem não sabe se terá casa amanhã?
Não fiquem à espera de uma palestra técnica sobre betão. Esperem uma conversa sobre pertença. Sobre como é que a arquitetura pode ser um abraço (ou um empurrão) para o encontro. Porque, no fundo, se a cidade não serve para nos cuidarmos uns aos outros, para que é que ela serve?
Venha pensar Lisboa connosco, olhos nos olhos. Os encontros seguintes estão marcados para 26 de fevereiro, com a psicóloga Ana Cardoso de Oliveira, e 26 de março, com a rapper e escritora Telma Tvon. Apareça!

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