Todos os dias, a caminho do trabalho, Cátia Mendes faz o mesmo trajeto de três quilómetros — meia hora a pé pelas ruas de Lisboa. Mas há mais de um ano que a caminhada se tornou uma missão pelo planeta.

Cátia trabalha na Sociedade Ponte Verde, onde acompanha operações de gestão de resíduos e a recolha de embalagens para reciclagem. E a dedicação ao ambiente não se limita às horas de expediente. No final de 2023, começou a reparar na quantidade de vidro espalhado nas ruas: cacos de garrafas, embalagens esquecidas, vestígios do descuido urbano. “Passei a apanhá-las. Primeiro uma, depois duas. Agora já é automático: sempre que vejo uma garrafa e um vidrão por perto, não a consigo deixar ali”, conta.

Em pouco mais de um ano, já recolheu mais de 1800 embalagens de vidro sozinha, provando que os pequenos gestos contam. Foi, aliás, por outro pequeno gesto de cidadania que Cátia foi convidada a subir ao palco do Teatro São Luiz para uma das edições da Mensagem ao Vivo: um trabalho de vizinhança para recuperar um beco esquecido entre Belém e Alcântara.

Porquê o vidro? Por segurança e por consciência ambiental. A engenheira explica que o vidro partido é perigoso, tanto para pessoas, para animais, como para quem circula nas ruas.

E mais: Portugal continua a falhar as metas europeias de reciclagem de vidro, ficando sempre abaixo dos valores mínimos exigidos.

Conheça toda a história da Cátia Mendes e saiba por que é uma “Heroína da Reciclagem”:

Produção e Entrevistas: Ana Narciso 
Imagem: Inês Pedrosa

Ilustrações: Nuno Saraiva
Direção: Catarina Carvalho 


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Ana Narciso

Ana Narciso tem 25 anos, vem de Rio Maior, mas vive em Lisboa desde os 18. Foi pelas histórias por contar que escolheu licenciar-se em Jornalismo. Durante o curso passou muitas horas na rádio e no jornal, que coordenou.


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1 Comment

  1. Não sou herói de nada mas apanho latas e garrafas de vidro ou plástico quando ando na via pública. Nao apanho papeis.

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