restaurante vegan em Lisboa
Restaurante vegan Ao26. Foto: Macy Lipkin

Receba a nossa newsletter com as histórias de Lisboa 🙂

O HappyCow, um site que agrega restaurantes vegan-friendly, apresenta um grande número de restaurantes completamente vegan em Lisboa. Os resultados multiplicam-se quando incluímos restaurantes vegetarianos e omnívoros com opções vegan.

Tortilhas de batata doce e quinoa do My Mother’s Daughter — uma refeição plant-based em que podes ver as plantas — e um donut denso de chocolate e avelã, do Scoop n Dough, são apenas algumas das muitas opções de Lisboa. 

Mas só 0.5% de portugueses eram vegan no ano passado, segundo um estudo da Associação Vegetariana de Portugal, o que faz perguntar: porque há tanta boa comida vegan em Lisboa? 

Nuno Lopes trabalha no Ao26 Vegan Food Project e acha que a mudança é natural. “Há uma geração entre os 15 e os 25 anos que tem mudado os seus hábitos de consumo — produtos mais sustentáveis e até restaurantes vegetarianos e vegan,” diz. Os seus clientes são de todas as idades, incluindo lisboetas que cresceram a comer comida portuguesa com carne e peixe.  

“Acho que a maioria dos nossos clientes não são vegan,” diz Lopes. Estima que 70% sejam turistas, em parte devido à localização do restaurante no Chiado, mas também tem clientes regulares que comem ali todos os dias desde que o Ao26 abriu há seis anos. 

Nuno Lopes garante que Ao26 foi o primeiro restaurante a veganizar comida típica portuguesa. E há pelo menos outro, que abriu depois: o Kong, perto da Praça do Comércio. 

“Polvo feliz”, do Kong. Foto: Macy Lipkin

Em Arroios, o Veganeats Caffe serve pequeno-almoço, almoço e pastelaria. As quiches têm vegetais e tofu cozinhados, como que a perguntar, quem precisa de ovos? Os bolos e pastéis são deliciosos e o chouriço é incrível. Por 10 euros, sai-se de barriga cheia e ainda se traz alguma coisa para comer depois. 

Célia Tereso trabalha no Veganeats desde que a filha abriu o café, em 2016. Mãe e filha são vegan. Há seis anos, lembra Célia, eram muito poucas as opções em Lisboa, mesmo nos supermercados. Havia restaurantes vegetarianos e vegan, mas o Veganeats foi o primeiro café.

Alguns dos clientes do Veganeats são vegetarianos e vegan, mas Célia acha que cerca de metade não o é. “Vêm porque gostam da comida,” diz, notando que alguns clientes regulares dos almoços trabalham ali perto. Atribui o aumento de opções vegan ao facto de cada vez mais pessoas escolherem não comer animais — algumas das quais, diz, fazem-no porque está na moda agora. Ninguém sabe se a tendência continuará a subir ou não. 

O Jardim das Cerejas foi um dos pioneiros da comida sem carne. Começou como buffet vegetariano, em 2007, e hoje é vegan. Foto: Macy Lipkin

O Jardim das Cerejas foi outro pioneiro da comida sem carne. Abriu como um buffet vegetariano em 2007 e há cerca de três anos, os donos converteram-no subtilmente em totalmente vegan. Iftikhar Abilov, um dos três co-fundadores, tem visto outros restaurantes a seguir o mesmo caminho. 

“Em 2007, as pessoas não sabiam o que significava vegetariano — já para não falar em vegan,” diz Abilov, que é do Azerbaijão. Mas os omnívoros vêm ao seu restaurante e gostam da comida, diz. 

Um dos ex-empregados de Abilov, Harjit Singh, deixou o Jardim das Cerejas para abrir seu próprio buffet. Singh é de uma família vegetariana de Punjab, no norte da Índia, e é vegan há cinco anos.

Abriu o Restaurante Lisbon Vegan nos Anjos em 2017 e serve comida inspirada na comida indiana, mas com menos especiarias. A Glovo e a Uberats não funcionam com buffet e por isso teve que fechar portas durante parte da pandemia. Agora o restaurante está aberto, mas tem menos clientes do que antes. 

Harjit Singh, dono do Restaurante Lisbon Vegan. Foto: Macy Lipkin

Os imigrantes têm contribuído muito para a cena vegan em Lisboa. Por isso se ouve um sotaque brasileiro quando se pergunta a Larissa Schoof Ribeiro, que trabalha no Plant Base, da Vegan Junkies, com dois restaurantes em Lisboa e um na Costa de Caparica, se vê mais turistas ou lisboetas no restaurante de pizza e hambúrgueres no Largo do Carmo.

“A maioria são turistas,” diz, “mas também há portugueses”. Ela fez a transição vegetariana ou vegan em 2020. Nessa altura, percebeu um aumento de produtos vegan na cidade. “O Lidl, por exemplo, introduziu produtos novos durante uma ‘semana vegan’, e muitos desses produtos passaram a fazer parte da oferta”, diz. 

Larissa Schoof Ribeiro, no restaurante vegan Plant Base. Foto: Macy Lipkin

Não confiava noutros para satisfazer o seu fraco por doces e a pandemia deu-lhe tempo para fazer experiências na cozinha. Foi então que ela e o seu marido começaram uma conta de Instagram, @naveganu, para partilhar receitas. Faz bolos a pedido e vende fatias no Plant Base e no restaurante irmão, o Vegan Junkies. 

Lisboa é um lugar para vegans? “Estamos no caminho certo,” diz. 

Um dos preferidos de Larissa Ribeiro é o Moko. Tem croissants, hambúrguers veggie, empadas de seitan, folhados com queijo e noz e bolas de Berlim. A comida é ótima e relativamente económica — €1.80 por um croissant com chocolate, €6.50 pelo hambúrguer mais barato.

Renato Lai, um dos donos de Moko. Foto: Macy Lipkin

Renato Lai e Joyce Chi são de Taiwan, mas conheceram-se no Brasil, onde tinham um restaurante vegetariano. Abriram o primeiro Moko nos Anjos em 2018. Em 2020, abriram um segundo em Alvalade. Este ano abriram o Moko 3 nos Anjos, a apenas um quarteirão do primeiro.

O lugar é bom, diz Lai, mas o primeiro espaço era muito pequeno. O novo tem mais cadeiras, lá dentro e cá fora, e chama mais a atenção. Os empregados circulam entre os dois espaços durante o dia. 

Há um grande número de restaurantes vegan que são geridos por vegetarianos. A dona da Vegan Nata, uma pastelaria dedicada a uma versão vegan do pastel de nata, não é vegan. Rita Santos, nutricionista, inventou-o como uma alternativa ao original, com menos açúcar. 

Os donos de Moko são vegetarianos. Abriram o Moko como um restaurante vegetariano com opções vegan, mas era difícil distiguir os produtos. Os vegetarianos podem comer qualquer coisa vegan, mas o inverso não acontece, então Lai e Chi substituíram leite e ovos e o Moko tornou-se vegan desde então. 

Fátima Pereira adotou um estilo de vida vegan em 2009. Conheceu vegetarianos e vegans em protestos contra a tourada, mas não lhe ocorreu deixar de comer carne até que um contramanifestante apontou a sua hipocrisia.

“Um homem velho disse-me: vais defender o touro, mas vais voltar a casa e comer carne de vaca, qual é a diferença?” conta Fátima. Em vez de abandonar o protesto, pensou: “Tem razão, tenho que repensar os meus valores.” 

Croissant brioche recheado com bacon e queijo vegans, e alface, do Moko. Foto: Macy Lipkin

Nos primeiros dias como vegan, tinha um número significativo de restaurantes vegetarianos à disposição, mas opções vegan ainda eram limitadas. Fátima morou em Londres entre 2013 e 2018 e notou uma grande diferença quando voltou a Lisboa. De repente, havia muitas opções. Atribui o fenómeno ao aumento de turistas e nómadas digitais. 

“Não foi por minha causa, uma portuguesa que se tornou vegan. Viram dinheiro a entrar de pessoas de todo o mundo que perguntavam: tem leite de soja, tem opções vegan?,” diz. 

“A cena vegan em Lisboa está a passar de excelente a incrível,” diz Fátima, que ainda assim gostaria de ver mais cafés e pastelarias vegan na cidade.

“Os portugueses saem para tomar café — não são como os britânicos que saem para beber uma cerveja. E toda a gente adora um bom croissant,” diz Fátima, para quem a Moko e a Veganeats são verdadeiras “joias em Lisboa”. 

Gelado vegan do Scoop n Dough. Foto: Macy Lipkin

Durante a onda de calor, no início de junho, falei com outro vegan no Scoop n Dough. Chamava-se Philip, era de Londres e estava cá por uns dias, em visita turística. Comia o seu gelado numa corrida contra o calor. Um empregado ofereceu-lhe uns guardanapos. “De cada vez que venho, quero uma experiência diferente, esta está a ser um bocadinho atabalhoada”, diz, lambendo o gelado antes que derreta. Tinha conhecido o Philip aqui, uns dias antes. Estava a gostar tanto de Lisboa que ficou mais uns dias. 

Diz que a cena vegan em Lisboa é comparável à de Londres, que é conhecida como uma das melhores cidades para vegans no mundo. Manjerica foi excelente, disse-me, e The Green Affair foi incrível. “Aqui ando à procura de opções vegan, mas em Londres não penso nisso, por isso parece que há mais,” diz Philip. 

Se não estás à procura de opções vegan, é fácil teres que te contentar com umas batatas fritas e uma salada. Mas podes sempre perguntar. Um restaurante tradicional em Alfama serviu-me um hambúrguer de feijões que não estava no menu. E os Pastéis de Belém têm uma empada de seitan. 

Os vegans à procura de opções em Lisboa conseguem encontrá-las sem problemas. É provável que os seus amigos omnívoros também gostem da comida. Há pratos tradicionais no Kong e no Ao26; hambúrgueres vegetais no Vegan Junkies e no Mother Burger; refeições cheias de vegetais no Veganeats e no My Mother’s Daughters; bolos, pastelaria e dumplings no Moko. E muito mais. Se és vegan em Lisboa, há sempre um croissant de chocolate por perto.


* Macy Lipkin nasceu em Boston há 21 anos; está a estagiar na Mensagem num programa de intercâmbio, e ficará em Lisboa para o verão. Está animada para melhorar seu português, experimentar todos os restaurantes veganos e conhecer as ruas desta cidade melhor do que conhece sua cidade natal.


O jornalismo que a Mensagem de Lisboa faz, antigamente pagava-se com anúncios e venda de jornais. Esses tempos acabaram – hoje são apenas o negócio das grandes plataformas. E o jornalismo tem de ser suportado pelos leitores. Com o seu contributo podemos crescer, expandir-nos para zonas que pouco se conhecem, investir mais tempo em melhores histórias. Por isso, precisamos de si. Junte-se a nós e contribua:


I am a vegan in Lisbon, I am in heaven” 

My first Sunday in Lisbon, I wondered if I could find a vegan croissant. It was shockingly easy. Google led me to Moko Veggie Cafe, a short walk from my host family’s house. I picked up a chocolate croissant and toasted it until the chocolate oozed through flaky pastry layers. I was in heaven.

Chocolate Croissant, from Moko. Foto: Macy Lipkin

HappyCow, a website that lists vegan-friendly restaurants, turns up an overwhelming list of fully vegan restaurants in the area. Results multiply if you include vegetarian and omnivorous places with vegan options. There’s no way I’ll try every restaurant on my list, but I’ve been to quite a few so far. 

Meals I’ve had in Lisbon range from sweet potato quinoa patties at My Mother’s Daughters — the kind of plant-based meal in which you can actually see the plants — to a sickeningly dense chocolate hazelnut doughnut from Scoop n Dough, and a whole lot in between. 

Only 0.5% of Portugal was vegan last year, according to a study by the Portuguese Vegetarian Association. I wondered why there’s so much good vegan food here. 

Nuno Lopes, a shift manager at Ao26 Vegan Food Project, thinks the change is natural. “There’s a generation here between 15 and 25 years that’s changed its consumption habits — towards more sustainable goods, and to vegan and vegetarian restaurants,” he said. But his customers come from all age groups, including locals who grew up eating typical Portuguese foods like meat and fish. 

“I think most of our customers aren’t vegan,” Lopes said. He estimates that around 70% are tourists, in part due to the restaurant’s location in Chiado, but they also have regulars who’ve come every day since Ao26 opened six years ago. 

Lopes said that Ao26 was the first restaurant to veganize traditional Portuguese food. At least one other has since opened: Kong, right near Praça do Comercio. 

“Happy octopus” from Kong. Photo: Macy Lipkin

Up in Arroios, Veganeats Caffe serves breakfasts, lunches, and pastries. Their quiches feature roasted vegetables and tofu, as if to ask, who needs eggs? The cakes and scones I’ve tried have been delicious, and the chorizo was incredible. For €10, I can leave with a full tummy and a pastry for later.

I spoke with Célia Tereso, who’s worked there since her daughter opened the cafe in 2016. Mother and daughter are both vegan. Six years ago, Tereso recalled, vegan options were limited in Lisbon, even in supermarkets. There were vegetarian and vegan restaurants, but Veganeats was the first vegan cafe. Tereso explained the difference: cafes stay open throughout the day and usually offer just one soup and daily meal along with pastries, while restaurants have greater variety and typically close between lunch and dinner. 

Some of Veganeats’ customers are vegan and vegetarian, but Tereso thinks about half are not. “They come because they like the food,” she said, noting that some lunchtime regulars work nearby. She credits the rise in vegan options with more people choosing not to eat animals — some of whom, she thinks, do so because it’s trendy right now. Whether that trend could grow or disappear is anyone’s guess. 

Jardim das Cerejas, which translates to cherry garden, was another pioneer on the meat-free food scene. It opened a vegetarian buffet in 2007. Three or four years ago, owners quietly shifted it fully vegan. Iftikhar Abilov, one of three co-founders, has noticed many other restaurants follow in his path. 

“In 2007, people didn’t know what vegetarian meant — not to mention vegan,” said Abilov, who is from Azerbaijan. But meat-eaters come into his restaurant and like it, he said. 

Harjit Singh, owner of Lisbon Vegan Restaurant. Photo: Macy Lipkin

One of Abilov’s former employees, Harjit Singh, left to start his own buffet. Singh comes from a vegetarian family in the northern India state of Punjab and has been vegan for five years. He opened Lisbon Vegan Restaurant in Anjos in 2017, serving Indian-inspired dishes with a little less spice. Glovo and UberEats don’t work well with buffets, so he shut his doors for part of the pandemic. The restaurant is open now, but business is slower than it was. 

As I walked around the city, eating vegan goodies and speaking with restaurant owners, I saw how much immigrants have contributed to Lisbon’s vegan scene.

So I wasn’t surprised to hear a Brazilian accent when I asked Larissa Schoof Ribeiro, who works at Plant Base, whether she sees more tourists or locals at the pizza and burger joint on Largo do Carmo. “Mostly tourists,” she said, but some Portuguese too. She transitioned from vegetarian to vegan in 2020. At the same time, she noticed an increase in vegan options in the city. Lidl, for instance, introduced new products during a “vegan week,” and many of those options became permanent in stores, she said. 

Vegan restaurant Plant Base, from the same owners of Vegan Junkies, with two restaurants in Lisbon and another one in Costa da Caparica. Photo: Macy Lipkin

But she didn’t rely on others to satisfy her vegan sweet tooth. The pandemic gave her time to experiment with cooking, so she and her husband started an Instagram account, @naveganu, to share recipes. She makes custom cakes and sells slices at Plant Base and its sister restaurant, Vegan Junkies. 

I asked her how she thinks Lisbon is for vegans. “We’re on the right path,” she said. 

One of Ribeiro’s favorite vegan places is Moko. I also love Moko. Since my first croissant, I’ve tried their veggie burger, seitan empanadas, cheese and walnut folhado, and traditional custard-filled Bola de Berlim. The food is great and relatively inexpensive — €1.80 for a chocolate croissant, €6.50 for the cheapest burger. I’m tempted to buy one of each pastry and have a picnic up at the Monte Agudo lookout. 

Customers outside the first Moko in Anjos. Photo: Macy Lipkin

Renato Lai and Joyce Chi are from Taiwan but met in Brazil, where they ran a vegetarian restaurant. They opened the first Moko in Anjos in 2018. In 2020, they opened a second location in Alvalade. This year, they opened Moko 3 in Anjos, just a block from the first cafe. The location is good, Lai said, but the first cafe was too small. The new one has more seating, both indoor and outdoor, and draws more attention. Staff go back and forth between cafes throughout the day. 

I was surprised by how many vegan restaurants are run by vegetarians. The founder of Vegan Nata, a bakery dedicated to veganizing the Portuguese custard tart, isn’t vegan. Rita Santos, a nutritionist, founded it as a lower-in-sugar alternative. 

The owners of Moko are vegetarian. They opened Moko as a vegetarian restaurant with vegan options, but identifying which products were vegan got confusing. Since vegetarians can eat anything that’s vegan, but not the other way around, Lai and Chi began experimenting with vegan alternatives. They managed to replace milk and eggs, and Moko has been vegan ever since. 

Fátima Pereira went vegan in 2009. She met vegetarians and vegans at bullfighting protests, but she didn’t consider ditching meat until a counter-protester pointed out her hypocrisy. “An old man came up and said, you’re over here defending this bull but you’re going to go home and eat a cow steak, what’s the difference?” Pereira said. Rather than abandoning the protest, she thought, “You’re right, I need to rethink my values.” 

Vegan Nata in Chiado. Photo: Macy Lipkin

In her early vegan days, there were a number of vegetarian restaurants, but vegan options were still limited. Pereira lived in London from 2013 to 2018, and she noticed a huge difference when she returned to Lisbon. There were suddenly plenty of vegan options to choose from. She credits the increase in tourists and digital nomads for the change. 

“It’s not because of me, a Portuguese girl that became vegan. They saw money coming in from people from all over the place asking, do you have soy milk, do you have vegan options,” she said. 

“The vegan scene in Lisbon is going from great to awesome,” Pereira said. But she wishes there were more vegan coffee shops and bakeries.

“Portuguese people go out for coffee — it’s not like the British that go out for a pint. And everyone loves a good croissant,” she said. She considers Moko and Veganeats “jewels in Lisbon,” but she wants to see more vegan cafes throughout the city. 

During the heatwave at the start of June, I chatted with a fellow vegan at Scoop n Dough. His name was Philip, and he was visiting from London. He ate his ice cream in a race against the heat. An employee offered him a stack of napkins. “Every time I’ve come, I’ve wanted a different experience. This time it’s a messy experience,” he said, licking his ice cream before it rolled down the cone. I’d met him at the same spot a few days before, and he liked Lisbon so much that he extended his stay. 

He said the vegan scene in Lisbon was comparable to that in London, which is touted as one of the best cities for vegans in the world. Manjerica was great, he said, and he raved about The Green Affair. “Because I’ve been actively looking for vegan restaurants, whereas in London I don’t have to think about it, it seems like there’s more,” Philip said. 

If you’re not looking for vegan options, it’s easy to wind up with french fries and salad. But it never hurts to ask. A traditional restaurant in Alfama served me a bean burger that wasn’t on the menu. The legendary Pastéis de Belém has a seitan empanada. 

Vegans looking for options in Lisbon will find them, no problem. Odds are, their non-vegan friends will enjoy the food, too. There are traditional dishes at Kong and Ao26; veggie burgers at Vegan Junkies and Mother Burger; plant-forward meals at Veganeats and My Mother’s Daughters; cakes, pastries and dumplings at Moko, and a whole lot more. When you’re vegan in Lisbon, a chocolate croissant is never too far away. 


* Born in Boston 21 years ago, Macy Lipkin is interning in Lisbon for the summer. Excited to improve her Portuguese, try all the vegan restaurants, and get to know the streets better than she knows her hometown. 

Entre na conversa

1 Comentário

  1. Boa tarde, fui hoje ao Veganneats e confirmo que não são pastelaria. Não tinham qualquer opção de pastelaria para além de scones. Tinham sim, bolos que eram sobremesas…mas nada para além disso.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.